quarta-feira, 21 de maio de 2014



Estranho era entender o que eu fazia naquela manhã de domingo dentro de um trem, segurando um bilhete com destino certo e delimitado...
Olhei para a minha ida, e enquanto o trem se locomovia, recostei minha cabeça na janela, a espera de que as horas me levassem. De repente, várias estrelas, mesmo de dia, começaram a surgir no céu; assustada, olhei ao meu redor para ver se os outros passageiros ali presentes perceberam aquela estranheza no firmamento... Porém não.
Havia um homem sisudo lendo jornal, uma mulher maquiada que ajustava os cabelos, um homem de paletó olhando com ar raivoso para uma pilha de papéis... Mas ninguém a perceber estrelas de dia!
Resolvi então olhar novamente para o céu e me certificar daquela possível visão primeira e errônea. Porém, as coisas "pioraram" agora além de estrelas comecei a ver pedaços de esperanças a voar... Um arco-íris quase cegou-me de tanta vida em suas cores. Olhei novamente ao redor para ver se alguém se manifestava, mas ninguém se mexia para nada. O trem se apressava. Olhei para minha passagem para me certificar de que não iria direto para um sanatório, porém não. Tinha o nome de um lugar; o trem parou, desci atordoada, não vi mais ninguém. Não havia mais o maquinário e nem as pessoas. Meus olhos quase cegaram ao ver o fulgor do sol em mi maior daquela tarde,
todas as pessoas sumiram,
foi então,
que eu vi você.

b

- roberta laíne.

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