segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Meu coração está partido, em um milhão de pedaços, como se fossem estrelas espalhadas pelo céu...

Saudade, Cássia, eu te amo.

-Roberta Laíne.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

É por isso que escrevo, pra não doer tanto, pra não doer sozinho...

- Roberta Laíne.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Mãos que andam pelo teu corpo...
Corpos que juntos andam pelo universo.

Roberta Laíne.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Eu, intencional, inconsciente, dependente do que é poesia em mim, eu, me declaro totalmente incoerente, intencional, inconsciente, me desfaço, me desequilibro e me abraço nesse verso sem casa, sem teto, órfã de afeto, apenas sobre mim.

-Roberta Laíne.

domingo, 3 de setembro de 2017

Se eu pudesse, passaria um bom período longe de mim.

-Roberta Laíne.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Oi pincesa? Já estava na hora, eu precisava escrever novamente. Você sabe, eu fico inquieta e minhas mãos ficam se insinuando para a caneta; então precisava vir aqui escrever um pouco... Bem, ainda é difícil para mim parar e dizer: "Ela morreu", "A pincesa morreu, Roberta". É estranho acreditar, não que minha ficha ainda não tenha caído, ela já caiu, eu sei que você morreu, mas é que é super estranho isso, principalmente por sentir você viva em mim... Mas, cientificamente (e você provavelmente deve está revirando os olhos nesse momento) ainda há, centenas, milhões, talvez incontáveis sinapses sobre você em meu cérebro! Às vezes ele entra em festa quando rememoro o teu sorriso ou as coisas boas que vivemos. Tipo o dia em que "matei" nosso filho, o Luigi, que você havia me dado de presente. Foi engraçado, pois havíamos brigado por algo do qual não me lembro e você estava no Suriname, eu aproveitei da minha solidão e cortei a cabeça dele! Parece uma imagem bem assustadora, entretanto é mais engraçada do que assustadora. Pois, posteriormente fizemos as pazes e ao te contar o que havia feito, você disse que jamais iria superar o fato de eu ter "matado" nosso filho. Foi chato, pois você ficou muito magoada, no entanto resolvi melhorar as coisas, então te prometi que iria ressuscitá-lo; conversei com minha vizinha que costura e pedi a ela que fizesse o possível para salvá-lo. Lembro-me que te liguei toda contente dizendo que tudo iria dá certo, mas você estava muito brava comigo, assim, não quis me dá muita bola, eu entendia, eu merecia. Após a cirurgia de implante de cabeça no corpo, o que é bem raro por sinal, Luigi ficou bem, se recuperou rapidamente ficando apenas com um grande, talvez imensa cicatriz no pescoço, nada do que eu não tivesse a brilhante ideia fazer um cachecol e colocar no pescoço dele. É, você não gostou da ideia, colocou mil defeitos, inclusive que o clima da nossa região era quente pra caralho, ficando totalmente desconexo Luigi usar um cachecol... (risos)
Tem sido dias insuportáveis, pincesa! Eu me sinto tão sozinha... Estou tentando reagir, mas é estranho viver em um mundo no qual você não exista. Não sei exatamente o que você sentiu quando decidiu ir, mas eu quero ser forte e suportar tudo isso, e saber no momento certo o por quê das coisas. Estou mais uma vez experimentando os meus limites, mas Deus há de iluminar minha escuridão. Sei que tu queres que eu resista, que eu seja forte, pois você sempre dizia que me achava forte, estou estive e estarei sendo forte, pincesa.

- Roberta Laíne.

- roberta laíne.❤️😍enmemm" 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Morar com mamãe novamente está me fazendo recuperar coisas que eu já havia perdido no decorrer do tempo. Nunca terei palavras para agradecer o que essa mulher fez e faz por mim desde o dia em que me pegou para criar. Ambas já sofremos bastante uma pela outra, devido não compartilharmos de algumas ideias e conceitos, mas nunca nos desrespeitamos, nunca chamei um palavrão ou levantei a voz para ela, nem fiz minha tatuagem ainda (pois para ela é coisa do demônio), mesmo eu sabendo que o tal do demônio não tem nada a ver com o ato de fazer uma tatuagem, no entanto a educação que ela teve, no tempo dela, ditava outra coisa, então preciso respeitar... Respeito, está aí a palavra chave para toda e qualquer relação, pois o respeito com a figura de minha mãe sempre foi grandioso, temer às vezes é necessário para a manutenção dos nossos valores, e, digo, já sofri bastante por ter que bular os valores dela para dá lugar aos meus, o que se faz importante dizer que, nossos valores nem sempre, ou quase nunca, serão iguais aos de nossos pais e isso é normal, pode ser até reconfortante dependendo da perspectiva que você o vê. Quanto a mim e mamãe, em grande parte do  tempo não dá para levar a gente a sério, um rico exemplo disso é termos passado a semana toda brigando por causa de um pisca pisca (risos), ela insiste em dizer que é dela, mas o pisca pisca é meu, o que fazer? O mais sábio a se fazer é dá a ela e dizer: "sabe, mãe, eu andei repensando e esse pisca pisca não é meu, não sei onde estava com a cabeça por achar isso, tome-o de volta". Talvez no fundo ela saiba que é meu, mas quer saber se eu sei o valor de doar, o valor de desistir de mim para acreditar em quem amo, o valor de doer. Talvez seja só a idade dela dizendo para ser rabugenta, talvez... A gente nunca sabe ao certo a razão das coisas, por mínimas que sejam. Então quero dizer que nesse momento estou reaprendendo com minha mãe que muitas coisas não importam, a exemplo o tamanho que ela tenha, a quantidade de seus fios brancos, sua escolaridade, intelecto, o que realmente importa é o respeito, o que importa é o amor.
Por longa data eu achava que ela só pegava no meu pé, mas, hoje, agradeço por ela ter pegado sempre no meu pé, pois descobri que essa é a maneira que ela tem de dizer: Roberta, eu te amo.

Então, peço que, se existe alguém lendo isso, não importa onde você esteja ou o que esteja fazendo, vá até sua mãe ou pai em forma de mãe e diga: Mãe, a senhora não sabe o tanto que tenho a te agradecer... Obrigada por pegar no meu pé, obrigada por rezar por mim, obrigada por brigarmos por coisas bestas (talvez um pisca pisca)...  Eu te amo.

Com carinho,


- Roberta Laíne.