domingo, 3 de agosto de 2014

é uma bola de neve, o amor é uma bola de neve, que começa pequena e no decorrer do inverno vai ganhando o formato gigantesco de uma bola gigantesca, e quando esse formato gigantesco dessa bola gigantesca começa a fazer e desfazer sentido começa também a nos assustar com o alvoroço das inúmeras coisas que ajudaram na formação da proporção gigantesca daquela bola gigantesca.
As vezes, em sua formação ela arrasta tudo, um, dois, ou quatro amores passados, dúvidas em aberto, e pertinências estupidamente chatas, até que você começa a perceber que a bola de amor já ganhou forma e continua ganhando no decorrer dos invernos cortantes, e essa mesma bola de proporções gigantescas pode ou te levar a continuar ou te levar com ela te sugando para dentro e te fazendo viver eternamente dentro de si;
Calma, por fora dessa bola de neve tem o 2, o dois é a segunda pessoa, você é o 1, o amor nunca é formado por números ímpares, sempre são pares, um cachorro e uma cachorra, a galinha e o galo, o hamster e a hamster menina, ou alguns diferentes como o pinguim e uma girafa tanto faz, o amor é dois até mesmo quando um morre o amor continua sendo dois, 1 aqui na terra amando o 2 que teve de ir, e é esse 2, é esse segundo que pode te dar a mão e te puxar da bola de neve que é o amor, 
1 não consegue sair sozinho da bola, mas o 2 pode dá a mão para o 1 amá-lo pro resto do inverno, ou quem sabe - da vida,

Não deixe o 1 ir ...
eu te amo b,

Sempre contigo.

- roberta laíne.

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