quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Gostava de escrever coisas
que só pessoa muito sentimental entendia.
Não sabia de onde vinham.
Eram do coração gigantesco?
Da cabeça desvairada?
Da alma enternecida?

Gostava de escrever coisas
que só pessoa muito sentimental entendia.
As palavras tinham sentido profundo.
Suas cartas tinham muitas linhas.
Vinham de onde?
Ninguém sabia.

Gostava de escrever coisas
que só pessoa muito sentimental entendia.
Achava o coração pequeno demais,
não comportava tudo o que sentia.
Às vezes, gastava horas, dias, meses, anos sentindo.
Noutras, esquecia no outro dia.

Gostava de escrever coisas 
que só pessoa muito sentimental entendia.
Via São Jorge lutando contra um dragão na Lua.
Tinha olhos de luneta.
Lunática.
Lia palavra, sentia poesia.

Com carinho,

- Roberta Laíne.

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