quarta-feira, 1 de agosto de 2012




E então a dama da noite pôs-se em seu devido e fiel lugar, porém, desta vez havia um detalhe em especial, perto, desta vez perto demais... tão perto que, jurei acreditar por um instante que dava para tocá-la, foi então que lembrei-me de você, lembrei-me que eu adoraria te contar das minhas inúmeras teses sobre as diversas coisas; lembrei-me de que possivelmente tentaria te convencer de que poderíamos desta vez tocá-la ou de meu secreto foguete rumo à lua; lembrei-me das possíveis contas que evitaria fazer devido meu não apreço pela matemática, lembrei então que você sorriria e mostrar-se-ia interessada em minhas teses sem exatidão e nenhuma base numérica, mas que ao final eu sempre enchia o peito e você riria de meu bobo eu, de meu ar revolucionário, você riria... lembrei-me. Porém, lembrei-me entretanto do ininteligível que sempre nos abraçava; soturna olhei para lua que ao perceber decidiu voltar, voltou então a sua devida distância,  inteligível, sempre ininteligível o porquê de eu e você não podermos nos transformar em "nós"... Voltara a lua  à sua longínqua posição e eu mais ainda.

Distantemente,

-r.

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