segunda-feira, 30 de dezembro de 2013



Pois bem,
era difícil para mim, compreender o porquê de estar em minhas mãos um lenço úmido, e um punhado de rosas. Na verdade, não era difícil compreender o por que do lenço e das rosas, pois, sabia eu que o lenço era para minhas lágrimas, e, as rosas, em memória de teu nome que eu iria enterrar. 
Em verdade, difícil mesmo era compreender o motivo de eu estar te enterrando; logo você, que parecia ser diferente, logo você, justo você, por que você? Te enterrar ... Eu olhava para as flores e o lenço me agarrava, te enterrar em vida fora uma das minhas piores tarefas, 
Tudo bem, te enterrar,
a vida tem mesmo dessas coisas, e, sem mais delongas, só me resta tirar a música fúnebre que me banha, e ir atrás do lenço que usei para te enterrar...


- roberta laíne.

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