domingo, 24 de março de 2013

Nem rosas, nem espinhos.


[...]

Eu e essa minha capacidade absurda de apaixonar-me pelo não recíproco... fico a espera de uma rosa quando na verdade fico alheia até dos espinhos, ao menos os espinhos, mas nem isso, nem rosa, nem espinhos. Apenas a janela de meu quarto fechada, esperando o não vindo.

-roberta laíne.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Olhando-me no espelho esbravejei para meu reflexo: 
Não chora! 
Mas fora nesse exato momento que as lágrimas começaram a passear sobre meu rosto...

- roberta laíne.

terça-feira, 12 de março de 2013


[...]
Tenho quase certeza que você iria gostar de saber disto, mas, cadê você?
Hein pai?

-r.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

[...]

Uns tem sorte, outros azar, 
eu tenho livros...

-roberta laíne.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Vou lhes contar uma história:
Eu tinha lá pelos meus 10/11 anos quando papai saiu para vistar titio Pedro, que gostava de passarinhar, e, não contente em deixar papai ir sem mim, bati o pé e me pus a berrar, me autoconvidei, papai sorriu e levou-me junto à casa de titio Pedro, que, neste dia, não iria passarinhar.
Quando chegamos lá era pia e piar para tudo quanto era lado, no teto, em jaulas embaixo, na sala, e no quintal, tudo piava, tudo emita um som, então saí analisando por completo aquela casa, quando me deparei com um teto que não piava, olhando para cima, vi que era  um sabiá que bailava triste em uma gaiola pendura no teto na varanda. Parei e pensei:
"O que será que tem esse sabiá? Não sabe mais assobiar? Nasceu sem saber? Ou desaprendeu ao se engaiolar?
Longe dos olhos do titio e de papai, que tomavam café na cozinha, comecei a cutucar aquela gaiola e dizer: Canta! Canta Sabiá! Porém nada saía, o sabiá não queria mais nem pular, quanto mais cantar. Encucada com aquilo tive uma ideia brilhante, já que não queria cantar, ao menos poderia dizer-me do que se tratava, e mais uma vez cutuquei a gaiola e disse: "Me fala, me fala o que você tem sabiá".
Porém mais uma vez de nada adiantara, o sabiá não me respondeu, eu já estava irritada e ao mesmo tempo triste junto com aquele pobre pássaro que parecia chorar... Ainda longe dos olhos de tio Pedro e papai, fiz uma última tentativa para animar o sabiá...
Algumas horas se passaram e papai chamou-me, disse-me que já era hora de ir embora, sorridente pedi a benção de tio Pedro, agarrei-me em papai e fomos para casa.
No entardecer do outro dia, titio Pedro apareceu de visita em casa para contar uma tragédia para papai, e me pus a escutar, titio pedro disse que o seu sabiá que ele tanto gostava tinha desaparecido misteriosamente de sua gaiola. Ninguém o viu, ninguém o soube velar, titio procurou por toda a casa, até dentro da barriga do gato que por lá transitava, mas nada, nada do sabiá. Corri para meu quarto e comecei a sorrir, pois mal sabia titio que minha última tentativa fora pegar dois banquinhos, pôr um em cima do outro e do alto abrir a portinha da gaiola pondo o sabiá para fora, que, desde que saiu pela aquela pequena porta, para sempre fora embora, cantarolando sem parar...

- roberta laíne.

sábado, 16 de fevereiro de 2013




Era notório que a imensidão daquele campo significava Deus, assim como era notório também que, aquele entardecer absurdamente em tons laranja significava: Deus, Eu e Você. E, deitadas na relva, começamos a olhar para as nuvens. Você como sempre criativa viu um dragão de boca escancarada, procurei o dragão, mas graças a Deus não o vi; enquanto eu, como sempre estranha, vi um caranguejo, você procurou-o, e, por sorte, não o viu também, como não vi seu dragão de boca escancarada. Ainda bem que eram apenas nuvens, pensei escondida, enquanto ficamos ali procurando imagens estranhas... Dava para ouvir o gargalhar de Deus lá de cima a nos olhar. De repente, você resolveu perguntar-me o que eu realmente via quando olhava para as nuvens, lembro-me perfeitamente que respondi em escarnio: "Eu vejo nuvens!" você sorriu dizendo que eu era uma completa e perfeita idiota, sorrimos e após o término do sopro de nossas gargalhadas, um fio de silêncio tomou conta do lugar, foi quando quebrei-o e disse: "Quer mesmo saber o que eu vejo quando olho para as nuvens?", ela assentiu e eu disse: 
"Deus... Eu só consigo ver Deus... quando olho para as nuvens."

Na tarde de 14 de janeiro de 2024

- roberta laíne. 

domingo, 10 de fevereiro de 2013


Ando procurando você, 
até nas xícaras que me rodeiam...

-roberta laíne.