quinta-feira, 23 de julho de 2026

Querido leitor, às vezes, eu empresto os meus olhos para o oceano e minhas emoções saem como as águas do mar. Meu rosto fica inundado de sal e sentimentos. Isso parece ruim, não é? Mas não é, isso significa que eu ainda sinto e, se sinto, é porque estou viva. Eu não vejo problemas em pagar a conta que os intensos pagam. Sendo bem sincera, eu seria muito triste se não sentisse assim. Acho que eu seria como os indiferentes, sabe? Oca, opaca, vazia. Prefiro ser como os que diferentes: transbordantes, brilhantes e cheios. Às vezes, eu também empresto os meus olhos para o céu, e ele fica todo revestido de luz, de brilho e de alegria.

Com carinho,

- Roberta Laíne. 

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