ti.
Poemas de Quarto...
Deixe suas roupas a cá, pendure-as ali, e leia de fato, o que tanto falo, que faltas me faltam, que verbos me embalam, eis os meus Poemas de Quarto... (Roberta Laíne)
segunda-feira, 6 de julho de 2026
ti.
sábado, 4 de julho de 2026
Querida Geo****,
Queria que você soubesse que precisei interromper as nossas conversas, porque eu estava com medo: “é só que eu me assustei ao me ver tão feliz”, como no trecho da música “Romeu”, da banda Agridoce. Se um dia você ler esta postagem, poderia ouvir a canção? Queria ter enviado antes de precisar interromper as nossas conversas. E, por favor, quando ouvi-la, promete me abraçar ternamente? Promete cuidar da minha poesia e de minha partida como algo bonito e sereno? Promete nunca mais deixar eu me sentir sozinha? Mesmo que não estejamos mais nos falando; mesmo que você ame outra pessoa; mesmo que o seu casamento esteja marcado para um dia de domingo ensolarado. Promete me pôr para dormir? Promete fazer carinho nos meus cabelos e me dar um beijo na testa antes que eu adormeça? “Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas. Agora.”
“Não pense que eu não desejei
Não diga que eu não quis
É só que eu me assustei
Ao me ver tão feliz”
Com carinho,
- Roberta Laíne.
Querido leitor, eu acho tão bonito quando ela sorri…
Esse é mais um daqueles textos que eu nunca mostraria a ela e, por incrível que pareça, eu tenho administrado muito bem os meus sentimentos. Consigo olhar e não tocar. Ver e respeitar. Eu sinceramente não conhecia esse meu lado extremamente respeitoso para com o que sinto. Em outros tempos, eu já teria falado e provocado, provavelmente, maiores estragos, mas dessa vez está sendo diferente. Fico feliz em saber que algo tão bonito, que mora dentro do meu peito, desagua aqui, nas minhas palavras. É importante experimentar as minhas incapacidades e não deixar que elas atravessem a minha alma. Mesmo que seja assustadoramente incrível vê-la sorrindo, eu não diria. Eu não estragaria. Contento-me com o que escrevo e quem sabe numa dessas eu esqueço o furacão que é vê-la sorrir…
Com carinho,
- Roberta Laíne.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
Querido leitor, há pouco, deitei para dormir e comecei a chorar. Não parece existir um motivo aparente ou talvez sejam vários. Mas, enquanto chorava, eu dizia para mim mesma: “Vai passar, vai passar…”. Depois disso, enxuguei as minhas lágrimas, abracei-me com carinho e me coloquei para dormir. Não sei o que me assustou, não sei o que doeu, e está tudo bem em não saber. O importante é que eu me acolhi. Sinto-me segura nos meus próprios braços.
Com carinho,
- Roberta Laíne.
quarta-feira, 3 de junho de 2026
domingo, 24 de maio de 2026
Querido leitor, gosto de vir aqui aos domingos.
Na verdade, talvez eu goste de vir aqui todos os dias. E, no final das contas, gosto dos meus sentimentos; por mais confusos que eles possam parecer, todos são reais. Nunca consegui escrever algo que não estivesse sentindo. Talvez eu seja péssima com ficção. Sendo sincera, eu sou horrível com ficção. Aqui, tudo é real! Por mais que às vezes doa tanto, é real. Vez ou outra, pego-me relendo algumas coisas e fico um pouco assustada ao ver tão nitidamente a dor e a alegria, a escuridão e a luz, uma tão pertinho da outra. Semana passada mesmo, li algo muito triste e pesado; logo depois, escrevi algo esperançoso e cheio de luz. Sorri, sabe? Pois fui inundada de uma vontade danada de me avisar: “Ei, Roberta, aguenta só mais um pouquinho, você verá de novo a luz! Você verá!”
Com carinho,
- Roberta Laíne.
