quarta-feira, 29 de julho de 2026


Querido leitor, você existe. Vocês, talvez. Mesmo que esse número de visualizações me assuste, fico feliz que estejas aqui. Espero que tenhas as palavras de que necessitas.

Com carinho,

- Roberta Laíne.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Querido leitor, às vezes, eu empresto os meus olhos para o oceano e minhas emoções saem como as águas do mar. Meu rosto fica inundado de sal e sentimentos. Isso parece ruim, não é? Mas não é, isso significa que eu ainda sinto e, se sinto, é porque estou viva. Eu não vejo problemas em pagar a conta que os intensos pagam. Sendo bem sincera, eu seria muito triste se não sentisse assim. Acho que eu seria como os indiferentes, sabe? Oca, opaca, vazia. Prefiro ser como os que diferentes: transbordantes, brilhantes e cheios. Às vezes, eu também empresto os meus olhos para o céu, e ele fica todo revestido de luz, de brilho e de alegria.

Com carinho,

- Roberta Laíne. 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

O que posso fazer
com os meus sentimentos
além de senti-los?
e sentir
e sem
ti.

- Roberta Laíne.

sábado, 4 de julho de 2026

Querida Geo****,

Queria que você soubesse que precisei interromper as nossas conversas, porque eu estava com medo: “é só que eu me assustei ao me ver tão feliz”, como no trecho da música “Romeu”, da banda Agridoce. Se um dia você ler esta postagem, poderia ouvir a canção? Queria ter enviado antes de precisar interromper as nossas conversas. E, por favor, quando ouvi-la, promete me abraçar ternamente? Promete cuidar da minha poesia e de minha partida como algo bonito e sereno? Promete nunca mais deixar eu me sentir sozinha? Mesmo que não estejamos mais nos falando; mesmo que você ame outra pessoa; mesmo que o seu casamento esteja marcado para um dia de domingo ensolarado. Promete me pôr para dormir? Promete fazer carinho nos meus cabelos e me dar um beijo na testa antes que eu adormeça? “Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas. Agora.”

“Não pense que eu não desejei                                              
Não diga que eu não quis                                                         
É só que eu me assustei                                                          
Ao me ver tão feliz”

Com carinho,

- Roberta Laíne. 

Querido leitor, eu acho tão bonito quando ela sorri…

Esse é mais um daqueles textos que eu nunca mostraria a ela e, por incrível que pareça, eu tenho administrado muito bem os meus sentimentos. Consigo olhar e não tocar. Ver e respeitar. Eu sinceramente não conhecia esse meu lado extremamente respeitoso para com o que sinto. Em outros tempos, eu já teria falado e provocado, provavelmente, maiores estragos, mas dessa vez está sendo diferente. Fico feliz em saber que algo tão bonito, que mora dentro do meu peito, desagua aqui, nas minhas palavras. É importante experimentar as minhas incapacidades e não deixar que elas atravessem a minha alma. Mesmo que seja assustadoramente incrível vê-la sorrindo, eu não diria. Eu não estragaria. Contento-me com o que escrevo e quem sabe numa dessas eu esqueço o furacão que é vê-la sorrir…

Com carinho,

- Roberta Laíne.