Meu bem,
você não imagina a porção de coisas que mora no meu silêncio,
engatadas na minha garganta,
sufocadas
de tudo aquilo que eu sinto,
mas não digo.
- Roberta Laíne.
Deixe suas roupas a cá, pendure-as ali, e leia de fato, o que tanto falo, que faltas me faltam, que verbos me embalam, eis os meus Poemas de Quarto... (Roberta Laíne)
Meu bem,
você não imagina a porção de coisas que mora no meu silêncio,
engatadas na minha garganta,
sufocadas
de tudo aquilo que eu sinto,
mas não digo.
- Roberta Laíne.
A saudade é como uma goteira em dias de chuva.
- Roberta Laíne.
Aos domingos
o poeta
embebido de tristeza
vira a esquina
e
para
no bar das incertezas
Fica triste não
poeta
amanhã já é segunda-feira
- Roberta Laíne.
Meia-noite e eu estava em prantos, arfando frases nominais, inconsolável…
É que eu havia acabado de assistir a sequência do filme “Avatar”, e o final mexeu muito comigo. A morte mexe muito comigo. E ver o personagem Neteyam morrer, fez com um turbilhão de sentimentos me inundassem. Eu não aceitei a morte dele, assim como nunca aceitei a morte do meu pai. No entanto, o que me fez chorar copiosamente, foi o ritual fúnebre de Neteyam, em que seu corpo foi entregue à árvore espiritual. Depois disso, quando seus pais retornaram à árvore para reconectar-se com ele, eu associei ao meu pai e ao fato de que quando eu morrer será assim. Sei que a primeira pessoa que verei será Ele. Sei que será o meu papai quem irá me buscar e irá me abraçar ternamente. E isso fez com que eu sentisse tantos sentimentos ao mesmo tempo, que precisei chorar o oceano para o meu corpo suportar.
Eu não entendo a morte, mas sinto que deve ser lindo voltar para a nossa casa, ser o universo em expansão e brilhar junto com as estrelas.
Com carinho,
- Roberta Laíne.