quarta-feira, 24 de março de 2021

Não vou te ligar, não vou mandar mensagem, não vou te procurar ou mexer com você, porque eu sou assim, sou extremamente na minha, mesmo sentindo muita vontade eu não vou... Cabe a mim respeitar a sua decisão de não poder me dar mais nada de ti, da tua boca, do teu corpo e da tua alma, de não poder ser minha. E sei que daqui a algum tempo eu vou te esquecer, assim também como você me esquecerá, mas quero que saibas que mesmo te deixando ir, você está me devendo uma vida... Uma vida inteira ao seu lado.

"Então a gente vai fugir pro mar, eu vou pedir pra namorar, você vai me dizer que vai pensar, mas no fim, vai deixar."

- Roberta Laíne.

segunda-feira, 22 de março de 2021

Hoje, peguei-me pensando que não dá mais para deixarmos para amanhã, como sempre fazíamos, e era prático: 

Se estou com suadades. Ah, deixa para amanhã!

Se esqueci de dizer que a amo. Ah, deixa para amanhã!

Se perdi o trecho da música que iria enviar. Ah, deixa para amanhã!

Se esqueci de ir na casa da vovó, pois me distrai com o trabalho. Ah, deixa para amanhã!

Se passei rápido demais por alguém conhecido e esqueci de acenar. Ah deixa para amanhã!

No entanto, nós perdemos o amanhã, somos obrigados a dizer hoje, agora, imediatamente, antes que seja tarde demais.

O amanhã se tornou um sonho longíquo, cuja certeza se dissolve em nossas mãos e escorrega para o infinito.

Ah, não deixe para amanhã!

- Roberta Laíne.

O que eu faço com todas as fotos que estou salvando na galeria do meu celular para te mostrar? 

O que eu faço com todas as coisas, miudas e sem importância, do meu dia a dia, que estão acontecendo e eu não posso mais te contar?

O que eu faço com os trechos das músicas que ouço e me fazem lembrar a ti ou algum detalhe da minha personalidade da qual faria a gente sorrir?

O que faço com o momento que tenho, antes de dormir, no qual sou fuzilada de pensamentos sobre você, levantando dúvidas cujas respostas os cientistas jamais iriam descobrir?

O que faço com o meu corpo que sente a falta do teu e em silêncio denuncia saudade?

O que faço com o final desse poema que é todo sobre você e que narra a minha intensa saudade? 

- Roberta Laíne. 

domingo, 21 de março de 2021

O foda é que eu não tenho nada para oferecer pra ela

A não ser as minhas poesias patéticas
Eu só sei rimar.

- Roberta Laíne.

quarta-feira, 10 de março de 2021

"É o fim do mundo todo dia da semana"

Volto aqui, porque não posso me distanciar daquilo que mantém viva. Mesmo inanimada, sem um pingo de vontade de escrever, de viver, de ser... Deixo minha confissão de que só estou de pé por pura obrigação, estou no automático e fazendo as coisas de supetão, estou absurdamente perdida de mim. Desde que a Zot morreu, e foi acrescida na lista das mortes mais absurdas da minha vida, eu tento encontrar uma fresta, um feixe de luz, mas tudo o que encontro é o reflexo do meu próprio retrato no espelho, a sombra de alguém que está tão perdido quanto uma agulha em um palheiro, alguém que não tem mais paixão nas coisas da vida. Toda a intensidade que me mantinha de pé, resvala agora em lugar algum, todo o vigor incontestável que me aprumava na vida, está se transformando em pesadelos que tenho à tarde, quando vou cochilar ou dormir. Tudo o que sou agora é cinzas, pareço um dia de feriado, um cortejo fúnebre em dia de chuva, um salmo triste da missa do domingo. Eu olho para as pessoas e sinto uma vontade imensa de correr para dentro do meu quarto, esconder-me debaixo do meu cobertor, e fechar os olhos bem fortes, sentindo-me segura e longe de toda sensação urgente de ser. Eu desaprendi a ser, não sei mais como que é estar, porque eu não estou mais, eu não existo mais aqui.

Com carinho, 

Roberta Laíne. 

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Imagina só se nós déssemos ouvidos às pessoas que passam por nossas vidas e que deixam uma mensagem poeticamente canalha, digo, aquele tipo de comentário, por exemplo, a um estudante de enfermagem, dando-lhe a dica de que ele deveria estudar um pouco mais e se formar em medicina, pois ele seria bem mais reconhecido e prestigiado socialmente e ganharia muito mais dinheiro. Imagina só se não tivéssemos enfermeiros? Cujo papel é imprescindível e magnífico no processo de assistência ao paciente. Quem faria isso por nós? Imagina só se déssemos ouvidos aos comentários canalhas que fazem para aqueles que pensam em se tornar professores, quem iria embasar os filhos da nação no Ensino Infantil? Quem asseguraria essa continuidade no Ensino Fundamental e Médio? Existiriam faculdades?. Esses comentários canalhas nos cercam a todo momento e em qualquer lugar, seja menosprezando o padeiro, que poderia ser um chefe de cozinha, seja subalternizando o pedreiro, que deveria ser um engenheiro ou arquiteto, seja desdenhando a costureira, que deveria ser uma estilista. Os comentários canalhas são tão baixos, que vociferam a crença de que dançarino, músico, cantor, compositor, pintor, escultor, poeta são vagabundos, como se conseguíssemos viver sem a Arte, como se fosse possível suportar a vida dessa maneira, pois até os homens das cavernas buscaram na arte uma forma de sobreviverem. Esses comentários canalhas são sinônimos de pobreza, e quero que você entenda, estenda, e rasgue a palavra no seu nível mais profundo, porque só a pobreza explica tamanha canalisse. Termino essa prosa dizendo-vos, não dá nem para imaginar como seria o mundo no qual todos déssemos ouvidos e/ou formas a esses comentários canalhas... Amém.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Eu nunca tive medo quando um cachorro de rua avançava ou se aproximava de mim, meu medo sempre foi quando algum ser humano chegava perto. 

"Os seres humanos me assombram"

- Roberta Laíne.