quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Na terra, em 18 de setembro de 2013

Uma carteira? Não o senhor não gostava de carteiras. Uma blusa listrada? Um perfume? Um relógio? Um radiozinho novo? Não, isso não existe mais, essa dúvida não há mais, porque, apesar de hoje ser seu aniversário, você não está mais aqui papai. Não, não mais! Então o que eu posso lhe dar? Como posso lhe presentear? Tudo bem pai o senhor sabe que estou chorando e queres que eu enxugue essas lágrimas que caem tão natural como o nascer do sol. Mas é que, Pai... Hoje é o seu aniversário, e como vou dar-lhe aquele abraço e escutar teu sorriso bobo dizendo com os olhos cheios de lágrimas:
— Own peteca, minha filha lembrou do papai foi? 
— Foi papai, eu me lembrei do senhor...
Sabe pai, está tudo tão chato hoje aqui, sem graça, sem vida, logo no dia do teu aniversário! Logo no dia que a Renata trazia uma blusa ou um short novo para o senhor experimentar e ficar sorrindo dizendo: 
 — É para mim minha filha?
Ou quando todos se reuniam e compravam um relógio novo pro senhor, ou quando eu ía atrás de uma blusa listrada para lhe dar de presente, mas cadê papai? Não compramos nada, pois, não há mais papai... Lembra-se do ano passado? O senhor, no seu último aniversário, batendo lindas palmas e sorrindo, seguido de vozes vivas e alegres, cantando os parabéns a você nesta data que para nós é tão querida, mas e hoje? O que tem hoje? Não tem nada papai, vamos nos calar e não haverá palmas no cair da noite, não haverá a procura de presentes e nem o meu abraço, muito menos o teu tão lindo sorriso papai...
Quando comecei a escrever e vieram as lágrimas, não eram lágrimas exatamente, era a derrama de saudade, eu estava derramando saudades, estava derramando a vontade de te abraçar e te dizer feliz aniversário papai, eu estava... Eu estava derramando sentimento, Pai. Mas não irei mais falar dessas coisas, pois talvez Deus não queira entregar-te esta carta por está tão carregada de lembranças, por isso, por temer que ela possa te fazer mal, quero apenas te dizer que, não, eu não estou feliz, mas, saibas que ficarei, e que sim! Sua peteca lembrou, lembrou que hoje comemoraríamos os 75 anos do meu grande e único heroi, meu papai...

Feliz Aniversário tá? Aproveita aí! Sorria, sorria que teu sorriso é lindo demais pai...

Da tua sempre peteca,

Roberta Laíne.
Dez meses depois, e, ainda há frases que me cortam o coração... Pois, vez ou outra transeuntes batem na porta e perguntam:
— Teu pai está aí?
— Não senhor... Ele morreu.

- roberta laíne.

sábado, 14 de setembro de 2013

Peguei meu bloquinho de papel e comecei a escrever algo que iniciava com: Como não esquecer? Depois de pôr o título, bati a caneta por incontáveis vezes no pontinho do ponto de interrogação, enquanto um turbilhão de coisas se passaram em minha cabeça, eram risadas, músicas, vozes, trechos e fragmentos de livros, besteiras, besteiras significativas, lágrimas, gritos, abraços, e novamente risadas... Quando dei por mim 15 minutos havias se passado e eu ainda ali, no título, perfurando o pontinho do ponto de interrogação, então fechei o bloco e não consegui escrever nada, absolutamente nada, e você, caro leitor, a única coisa que deve lembrar ao ler isto é apenas o que consegui escrever no meu bloquinho:

Como não esquecer?

Com carinho,

- roberta laíne.

Pancadas violentas de teu nome em músicas, livros, e no corpo de outras pessoas assombram minha audição...

- roberta laíne.
Assistir um filme, passar mal, ler e te esquecer
Assistir um filme, passar mal, ler e te esquecer
Assistir um filme, passar mal, ler e te esquecer
Assistir um filme, passar mal, ler e te esquecer
                                            ... e te esquecer

- roberta laíne.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

— Andas bebendo?
— Ando!
— Algo forte?
— Sim.
— O que?
— Poesia...

- roberta laíne.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

03 de Setembro de 2013 - Séc. XXI - As únicas pessoas que apoiam o que sinto por você são apenas duas: eu e minha sombra.

- roberta laíne.