terça-feira, 4 de junho de 2013

My best trouble



Engata em meu pescoço e recobre-me com teus braços,
 deixa que eu pare meus olhos nos teus como de costume faço, 
e deixe eu ficar te olhando pelo tempo necessário: 
um dia, um mês, uma primavera inteira quem sabe.

-roberta laíne.



segunda-feira, 3 de junho de 2013



Ultimamente, minha melhor distração tem sido lembrar de você...

- roberta laíne.

domingo, 2 de junho de 2013

Você gostaria de ter um namorado ou namorada que ao invés de um sábado repleto de festas preferiria ficar em casa lendo ou escutando música depois de um dia cansativo de estudos, e no início da madrugada quando você mandasse um sms dizendo está com pesadelos e perguntando se ele está em casa e em reposta ele diria que sim, ele estaria, e estaria há 4 horas esperando o programa favorito dele ser transmitido, e naquele exato momento em que o programa começara depois de 4 horas de espera, no qual sua cantora favorita iria se apresentar, você liga e ele atende calmamente dizendo que iria apenas desligar a TV, pois esperava há bastante tempo algo, mas que você, exatamente você, era mais importante que a cantora favorita dele, e no início da ligação ele te acalmasse contando infindas histórias te fazendo rir, só pra te distrair dos pesadelos e posteriormente te fizesse um poema falando de saudade para tentar te fazer dormir...

-roberta laíne. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Voltava eu da faculdade um tanto quanto cabisbaixa, aquele sol refletindo em meus 20 e tantos anos, 21 para ser mais específica, me fez lembrar de algumas frustrações adormecidas na noite e que despertaram ao me acordar, lembrei de lembranças, lembrei que as coisas eram bem mais fáceis quando eu tinha lá pros meus 7/8 anos e mensalmente eu acompanhava papai ao banco para receber seu salário, lembro-me exatamente como era nosso percurso. Papai chegava ao meio dia ou meio dia e meia e íamos em sua bicicleta até o banco, entrávamos pela roleta que eu morria de medo, mas passava, pois estava com papai. Por conseguinte eu via uma multidão de gente e mistura de falas, uns com ternos e gravatas outros com blusas coloridas de golas, a maioria eram homens que falavam sem parar, eu não entendia tudo aquilo, mas entendia que tinha que ficar em uma fila até a vez de papai, com seu contracheque na mão, chegar. E esperávamos, papai olhava para mim e sorria, conversávamos algumas coisas que eu não consigo lembrar, às vezes ele me mostrava o contracheque, me dizia sobre os números e me perguntava sobre matemática, dizendo: 9, noves fora? E eu respondia nada. Papai amava essa contagem que ensinara para mim e para seus netos, creio que quase todos, e sorria quando me via acertar, como sorria no banco. Às vezes papai olhava para os caras ao seu lado e conversava com alguns, outros eram seus camaradas, eu observava aquelas faces e também sorria quando ele apontava e dizia: "essa aqui é minha filha mais nova, peteca." Eu segurava as mãos grossas, grandes e ásperas dele, mas que tinham uma brandura e ternura que mão nenhuma conseguiria imitar, eram tão grandes que recobriam as minhas duas mãozinhas, mas ele segurava apenas uma, e quando enfim chegava sua vez de mostrar o contracheque, não mais para mim e, sim, para moça, ele a soltava, nesse exato momento eu me sentia desprotegida e na chuva, como se qualquer coisa ou pessoa dalí tivesse o poder de me bater ou machucar. Mas papai logo assinava e saíamos do banco, essa era minha parte favorita, pois íamos à lanchonete ao lado e eu poderia escolher qualquer suco de qualquer cor que quisesse, e qualquer acompanhamento que me agradasse; eu não entendia a ganância que tinha o dinheiro, mas sabia que o de papai dava pra comprar suco de qualquer cor com bolo de chocolate delicioso, e depois desta festa voltávamos para casa. Papai sorria e eu? Eu mais ainda na espera do próximo mês de banco chegar, e, assim, repetirmos aquela mesma cena outra vez...

Era mês de banco com papai.


- roberta laíne.

domingo, 12 de maio de 2013

You and I

[...]

Não lembro-me das horas, mas como lembraria? Detalhe nulo, lembro-me apenas que era o auge da madrugada quando me pus a olhar as estrelas, porém, era ela, era a sombra dela minha maior luz.

-roberta laíne.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Bagunçada, fixei meu olhar para o estalar do relógio de meu quarto, fitei-o tentando acelerar aquelas horas que arrastavam-se morbidamente, fitei-o, pois, era minha última esperança de digerir rapidamente tudo aquilo que minha retina viu e calou-se ao ver. Engoli em seco e senti um fio tênue abraçar meu peito dizendo:

Você acabou de deixar...
... de existir em mim.

Parei de olhar o relógio e ele calou-se para mim.

- roberta laíne.

quarta-feira, 1 de maio de 2013