segunda-feira, 22 de agosto de 2011


Todo coração nasce pela metade, cabe apenas ao tempo nos mostrar quem está com nossos outros 50%

- Roberta Laíne.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011


Bem, eu te amo, e...
É. eu te amo,
mas caso você não tenha entendido a dimensão desse amor,

É, EU TE AMO 


- Roberta Laíne.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011



Sem ânimo. Sem trilha. Sem esperança. Sem mais perspectiva. Sem frio. Sem calor. Sem vontade. Sem interesse. Sem pressa. Sem hora. Sem destino. Sem coragem. Sem forças de vontade. Sem desejo. Sem sono. Sem sonho. Sem dormir. Sem fome. Sem sede. Sem carinho. Sem cuidados. Sem beleza. Sem paz. Sem harmonia. Sem amor. Sem puxões de orelha. Sem vontade de cantar. Sem som. Sem música. Sem cordas em meu violão. Sem sopro na flauta. Sem satisfação. Sem querer. Sem ponto máximo de prazer. Sem tato. Sem alegria. Sem motivos para sorrir. Sem vida. E tudo isso por um único motivo: Sem você...

- Roberta Laíne.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Amor de subsistência

Parei.
É, hoje parei e tive uma conversa muito séria com meu coração, fizemos um trato de juntos não amarmos mais ninguém, NINGUÉM, ausência completa de outra pessoa, em troca vou dar-lhe paz e sossego, e a mim ele dará descanso e pouquíssimas frustrações, viveremos assim um amor apenas de subsistência, aquele impossível de não ser ter, básico, indispensável, amor fraterno, aquele que sem percebermos nos pôs ao mundo, nos faz viver.
É coração, juntos fomos um fracasso e, como já dizia Carlos Drummound, há campeões de tudo, inclusive de perda de campeonatos, e mais um perdemos, e sabe meu querido, desista logo do amor, será melhor assim, tanto para você quanto para mim, pois há tempos você não deixa meu corpo descansar, e estou esgotada, demasiadamente esgotada, estou perdendo forças até para escrever, por favor não me tires a escrita, seria fracasso demais para mim ter papel e lápis e de tão fragilizada não conseguir escrever, ver linhas em branco, sem vida, apenas linhas, como seria um passarinho ter asas e não voar. Meu querido coração eu te suplico, pare logo de amar e se iludir, me deixe viver, despeça-se logo desse sentimentalismo e deixe-me sem sentimento viver, pois assim será melhor pra mim e também para você, não mais insista no amor... querido coração por favor.

Roberta Laíne.

sábado, 4 de junho de 2011

Acertando as contas com minha solidão.




Hoje resolvi de uma vez por todas acertar as contas com minha solidão, vou pagar-lhe tudo que devo e não importa para mim o preço, pois preciso libertar-me dessa singularidade que insiste em me deixar vazia. Encontrar-me-ei com minha solidão e lhe direi que não mais a preciso, que irei partir e não a levarei, mas não pretendo magoá-la, pois muito seria injustiça tratar mal quem apesar de tudo acompanhou-me toda vida.
Talvez eu venha até agradecer minha solidão, pois sem ela eu estaria mais sozinha, sei que ser mais sozinha que a própria solidão ou até mesmo agradecê-la, seja fruto de meu aguçado eu insano, mas não me importo, pois agradeço a solidão que acompanhou durante tantos anos e me foi uma leal amiga.
Sabe, andei analisando e preciso de um pouco mais de tempo para despedir-me de minha solidão, necessito dizer a ela que fora sublime comigo, generosa demais ao ponto de não abandonar-me mesmo quando a trocava nos efêmeros momentos felizes, mas ela sempre esteve a me esperar, me quis, e me teve; lembro-me agora quando caminhava junto à solidão por entre ruas e avenidas, eu sempre de cabeça baixa e sem companhia ela tampouco, ambas sozinhas. Lembro-me também quando me apaixonei pela primeira vez e disse pra solidão que agora sim iria ter que me ausentar dela, tirar umas férias, e ausentei-me, porém não foram férias, pois férias duram um mês, minha ausência durou apenas uma semana, e depois de um amor fracassado nada melhor do que sentar num simples bar e ter como companhia a antiga e fiel amiga, solidão outra vez, o que mais fora cômico foi o fato de estar sozinha e pedir duas bebidas, o garçom indagou-me pra quem seria o outro copo e eu disse pra uma fiel amiga, mas a solidão não quis a bebida, e o garçom? Bem, esse não quis mais me atender. Mas vamos parar de relembrar momentos, pois vim mesmo para acertar as contas, porém não sei eu se estou convicta de que quero partir sem minha solidão, é insano talvez, mas vem de meu coração.
O bilhete deixado à solidão:
Querida solidão vim acertar minhas contas com você, mas quero que continues comigo, é, decidi isso, você me faz mal, mas não vou mentir que já me acostumei com sua presença, pois sempre foi uma presente amiga e sem você mais sozinha ficaria.
roberta laíne.

domingo, 29 de maio de 2011




A menina estava demasiadamente cansada, então acendeu um cigarro e deixou que a fumaça a conduzisse para outro plano, tragou sem medo aquele que deteriorava gradativamente seus pulmões, e o cigarro também tragou a menina, ambos viajaram, ambos estavam arrasados, a menina por que não encontrava mais sentido para sua vida e o cigarro porque sabia que logo acabaria; ambos subordinados a vida e assombrados com a iminência da morte, mas a menina não parou e nem o cigarro apagou, a menina lutou contra o tempo e o cigarro contra o forte vento que insistia em lhe apagar, mas o cruel tempo foi passando, e o cigarro começou a dizer adeus, a fumaça foi despedindo-se e a menina foi aos poucos voltando de sua relaxante viagem, voltou para o plano da realidade e quando sentiu-se novamente na terra, resolveu acender outro cigarro, pois aqui nada era agradável, a não ser aquele valioso cigarro que lhe tirou desse incessante tormento que a menina tristemente chamou de "vida".  

-Roberta Laíne.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Teu Beijo.

                Antes qu’eu morra não cessarei por receber o beijo, o da amada que tanto desejo, e enquanto no céu os arco-íris se formarem, meus pensamentos de ti não vos afastares.
                Vivo num contentamento por saber que em meu leito, no brando pranto, um beijo seu receberei. Não vivo vida minha, vivo beijo teu.
                Ao relento, murmura a coruja do peito branco, que meu amor é só seu, e não... Não quero que tardes minha morte, pois em meu leito encontrar-me-ei com teu beijo, e assim feliz morrerei.
               Quero dormir sono eterno, em tuas memórias sono perfeito, não me acordes enquanto em minha lembrança estiver o teu beijo.
                Não me tardes tão sonhada morte que me levará ao calor de teus lábios, e não me venha com a vida se é na morte que morrerei em teus braços.
                Só quero em teu peito afagar minha cabeça que está pesada de tanto pensar em ti, não descanso vida minha se a morte com teu beijo vir.


Roberta Laíne.