Querida G,
tenho
observado atentamente a rosa que me deste e tem sido detestável acompanhar a
sua degradação.
Como
pode algo tão importante para mim não resistir à passagem do tempo?
Como pode algo que me deste chegar ao fim?
Escrevo-te
sobre a minha indignação às 19 horas e desimportantes minutos.
Escrevo-te
numa noite de um dia qualquer, na tentativa desesperadora de eternizar a rosa
que me deste.
No
meu peito, nutro um sentimento confuso: TUDO FINDA.
Isto te apavora ou te ilumina?
Com
carinho,
Roberta
Laíne.
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