sexta-feira, 24 de abril de 2026

Querida G,

tenho observado atentamente a rosa que me deste e tem sido detestável acompanhar a sua degradação.
Como pode algo tão importante para mim não resistir à passagem do tempo?
Como pode algo que me deste chegar ao fim?
Escrevo-te sobre a minha indignação às 19 horas e desimportantes minutos.
Escrevo-te numa noite de um dia qualquer, na tentativa desesperadora de eternizar a rosa que me deste.
No meu peito, nutro um sentimento confuso: TUDO FINDA.

Isto te apavora ou te ilumina?

Com carinho,

Roberta Laíne.

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