terça-feira, 28 de julho de 2015

Algumas pessoas vem, outras voltam, há aquelas que vem e voltam e infelizmente há ainda aquelas que nunca vem, ou nunca voltam...

- roberta laíne.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Você me proporcionou coisas que eu só via em fotografias, telenovelas, discos estrangeiros, rimas ricas.

- roberta laíne.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Disse-me que ia voltar, mas não voltou... Tudo bem, não sou um quadro admirável, nem uma fotografia das mais aprazíveis, mas tu dissestes que ia voltar, e não voltou. Teu café esfriou, teus lençóis viraram convite para o mofo, teus livros alimentos para as traças, e eu pareço mais um trapo, usando a mesma roupa desde tua partida, por que tu dissestes que voltaria? O disco do Chico Buarque furou, aquele pé de maçã que tu planteastes morreu, e a nossa fotografia mais recente borrou, deformou meu rosto, agora só resta você, você onde não está... Sempre achei admirável essa capacidade do ser humano de dizer que vai estar onde não estará, "onde" de lugar, tipo num bar, num lar, numa praça, numa taça, numa canção. Tu dissestes que ia voltar, mas não.

- roberta laíne.

sábado, 27 de junho de 2015

Como havia prometido, aqui estão as postagens das criações dos grupos formados em sala de aula, encarregados de fazerem um construto que melhor representasse a segunda geração Romântica, ou Ultrarromantismo.

Escola D. João VI, grupo 1:

No som do silêncio de uma madrugada, mergulho profundo em mar de lágrimas, e lembrando do teu lado sensível, quebram os silêncios os soluços de meu choro, teu lado maldoso me deixou sem opção, e mergulharei mais profundo que os limites, e de olhos fechados para nunca mais abrirem meu sufocarei em meus gemidos, e encontrarei paz, onde não há mais amigos.

Escola D. João VI, grupo 2:

Eu te amo

Queria eu ter tempo de dizer que te amo
Mas minha morte está próxima
E eu temo que o vazio que me abraça será a morte se aproximando
Oh! Meu querido meu fim está próximo
Temo que as minhas últimas palavras sejam...

Eu te amo.


Escola Padre Sales, grupo 1:

No lugar onde eu estou apenas sinto a dor, amor não me restou.
A alegria que em mim havia em um piscar se esvazia.
O que vejo aqui é uma escuridão, um mundo sem compaixão.
Onde minha única vontade de amar em um rosto voa pelo ar.
E então o que quero para hoje é que a morte ame e que para ela me chame.

Escola Padre Sales, grupo 2:

A Vida

Quanto tempo de vida tenho não sei!
Só sei que aqui estou e certamente daqui irei.
Quando não sei, mas sei que um dia morrerei.
Para os que ficarem digo não chorem,
Pois verei o futuro através dos seus olhos.

Escola Padre Sales, grupo 3:

A minha esperança é de tudo aqui mudar.
Não sou daqui nem sou de lá.
Sou viajante do tempo.
Vivo a bailar.
De onde venho não trago flores e nem trago velas,
Apenas trago no olhar uma esperança de ver o mundo mudar.
Pois a mim, quero apenas um futuro melhor,
Para que nessa viajem deixem a esperança de uma vida melhor.

Nota:
Gostaria de agradecer grandemente a todos os alunos que colaboraram nessa atividade, o intuito maior era mostrar a vocês, grande parte esquecidos, do tamanho do potencial de todos, pois, releiam o que escreverem, e vejam que estão na página dos meus Poemas de Quarto, podem ter a absoluta certeza que vocês estão agora fazendo parte dos meus Poemas de Quarto porque muito tem a contribuir a si próprios e ao mundo! Queridos alunos, nunca deixem que alguém os desestimulem em qualquer das hipóteses, e como principal, não desestimulem a si próprios! Nas aulas escutei em algumas turmas que literatura era "chata", "não servia para nada" ou "coisa de quem não tem o que fazer" bem, aos que insistem com essa ideia, apenas tenho a lamentar o que estão perdendo, pois é através da literatura que viajamos, conhecemos, nos perdemos, nos encontramos, é através da literatura que embarcamos "num sonho dantesco"  e desembarcamos no porto das lembranças, da saudade. É através da literatura que pus esses construtos acima, belos por sinais, de escolas públicas, que tem uma carência enorme, mas um sonho absurdo de ser mais, de ver mais, de vencer mais! Estou mais que satisfeitas por ver e tocar nos pequenos papéis que vocês me deram para eu guardar na minha caixa de "Sonhos Realizados". Obrigada a todos os alunos que acreditaram que escrever, não importa as condições, é a melhor saída.


Grande abraço,

Profª. Roberta Laíne.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Nem rosas nem margaridas
Estou aqui sentada em meu quarto, embargada com esse muito de mim que sempre carrego, não sei para onde vou, não tenho para onde ir, mas já tive. Já tive lares, peitos, ombros, lençóis que me cobriam, hoje não tenho nem rosas nem margaridas. Meu jardim murchou, o que plantei quase brotou, mas logo viera a praga e o partiu em pedaços, o quadro que agora vejo tem uma pintura de uma época longe de mim, tão longe de mim que o vejo embaçado. Acho que vou ficar eternamente sentada nessa cadeira esperando a estrada, mas eu também não sei qual estrada, também não sei dizer se vou a pé ou de carona, a única coisa que tenho certeza é que antes de ir tenho que trocar a água das orquídeas, pois agora nem rosas nem margaridas.

- roberta laíne.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Você sabe o mundo? Pois é, ele nunca teve tempo para mim, não, nunca. 

- roberta laíne.
Estava olhando-me no espelho e percebi que a parte mais perceptível de meu rosto são os meus olhos. Não são azuis nem verdes, são pretos, normais. Normais entretanto, pois percebi que eles emanam uma tristeza profunda. Então continuei a olhá-los e quanto mais via, mais tão profunda ficava, até que, ao perceber que estava caindo num abismo de tristeza, de meus próprios olhos, na mesma hora abaixei o espelho e pus minhas mãos na testa, estava com a respiração ofegante e suada, questionando-me em pensamento: por que? Respirei fundo e voltei a olhá-los, mais uma vez deparei-me com aquela tristeza tremenda, eu não entendia por que eles eram tão tristes! Resolvi mergulhar dentro de mim para olhar-me novamente, então vi-me no espelho aos 7 anos e lá estava eu com os mesmos olhos tristes... Voltei para o agora e fitei-os quando, de repente, percebi um brilho sair deles, pareciam raios de sol, aqueles raios que vemos na tv, quando estamos assistindo algum filme que o personagem está no campo ou no alto de uma montanha para ver o sol nascer. Foi um fulgor estranho, tão estranho quanto a tristeza que emanava, parei de olhar-me e fiquei pensando: como algumas coisas são tristemente estranhas, e brilhantes também. São meus olhos...

My eyes

- roberta laíne.