quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Tem dias que são dias
Tem dias que são horas
Tem dias que são meses

Tem dia todo dia
Tic-tac tic-tac todo dia

Tem dia que amanhece de dia
Tem dia que amanhece de noite
Tem dia que nem é dia
Tem dia que é noite.

Tem dia todo dia
Tic-tac tic-tac todo dia

-roberta laíne
Algumas pessoas estão dentro, outras estão fora, outras nem dentro nem fora, não estão em lugar nenhum...

-Roberta laíne.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O que te apavora é também o que te emerge, não é mesmo?

- Roberta Laíne.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Preconceito

Quase morro de nojo quando vi um homem e uma mulher se beijando, que pouca vergonha na frente de todo mundo! Que ridículo essa tal de heterossexualidade! Que ao menos façam escondido, e não na frente de todo mundo, pois nem todo mundo é obrigada a ver isso... Que vergonha, heterossexualidade.

-roberta laíne.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Tarde cinza,
Vento frio,
Lua de cachicol,
Parei num banco vazio:
Poeta escreve pros outros, mas quem escreve pra nós?

Chuva lá fora,
Vento cortante,
Lua de sombrinha,
Parei de baixo de uma árvore sozinha:
Ninguém escreve pra poeta, poeta é carente de escrita.

-roberta laíne.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Eu não tenho amigos, namorado ou namorada, eu não tenho ninguém, sou simplesmente a ponta do iceberg que destruiu o Titanic. Nunca houve pessoa que me entendesse e/ou me ajudasse a entender por que que eu existo, qual a finalidade de minha vida, e o que tenho que fazer aqui. Mas nem sempre fora assim, já tive amigos, já tive namorados e namoradas, e já tive a esperança de que uma dessas pessoas me entendesse, até vaidosamente cheguei a acreditar que estava enfim descobrindo respostas às minhas perguntas, ou então estava ficando próxima de tais respostas, porém, mais uma vez eu era ceifada pela vida, destino, ocasião, como queira chamar, e fui perdendo e perdendo e perdendo, até chegar onde estou, num quarto, empoeirado, repleto de tristezas e tempestades, na parede uns vinis de quem eu não sei, um quadro que não demorarei a quebrar, um poster e alguns livros empilhados, entretanto tudo está morto, tudo o que habita em mim e em meu quarto está morto, com exceção é claro de meu aquário, que ainda há peixes que nadam tentando quebrar esse vidro de existência como eu, ou não, talvez sejam como a maioria, nadam nadam nadam e nada tem a saber... Enquanto isso a terra gira, translada e rotaciona, o mundo corre, pisa, esmaga, inspira e expira, respira, vive e morre. Quantos morreram nesse meio tempo que eu escrevi isso? E se fosse eu? E se fosse minha vez? Pois sei que estamos na fila e quando chega nossa vez é inevitável. Você já parou para pensar que nesse exato momento alguém se foi e que poderia ter sido você? E se fosse você...

Eu já não sei.

- roberta laíne.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Perdoa-me folha seca, eu não sou primavera...

- roberta laíne.