terça-feira, 10 de outubro de 2023

Não consigo mensurar o quão estou cansada de tudo o que me cerca, porém, jamais culparia ninguém do meu suicídio, eu não seria capaz de fazer algo do tipo, afinal, foi eu e somente eu quem escolheu os caminhos que me levaram à exaustão. 

Com carinho,

- Roberta Laíne. 

sábado, 30 de setembro de 2023

Sinto-me tão cansada. Tão sozinha. Com saudades do meu Pai, da Zot e da Cássia. Eu já posso ir? Já não está na hora? Por que vocês foram embora?
Eu também quero ir.

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Foda-se você e o seu aniversário.

Com carinho, 

- Roberta Laíne.

domingo, 17 de setembro de 2023

Aos domingos
o poeta
embebido de tristeza
vira a esquina
e
para

no bar das incertezas

Fica triste não
poeta

amanhã já é segunda-feira

- Roberta Laíne.

domingo, 10 de setembro de 2023

Meia-noite e eu estava em prantos, arfando frases nominais, inconsolável… 

É que eu havia acabado de assistir a sequência do filme “Avatar”, e o final mexeu muito comigo. A morte mexe muito comigo. E ver o personagem Neteyam morrer, fez com um turbilhão de sentimentos me inundassem. Eu não aceitei a morte dele, assim como nunca aceitei a morte do meu pai. No entanto, o que me fez chorar copiosamente, foi o ritual fúnebre de Neteyam, em que seu corpo foi entregue à árvore espiritual. Depois disso, quando seus pais retornaram à árvore para reconectar-se com ele, eu associei ao meu pai e ao fato de que quando eu morrer será assim. Sei que a primeira pessoa que verei será Ele. Sei que será o meu papai quem irá me buscar e irá me abraçar ternamente. E isso fez com que eu sentisse tantos sentimentos ao mesmo tempo, que precisei chorar o oceano para o meu corpo suportar. 

Eu não entendo a morte, mas sinto que deve ser lindo voltar para a nossa casa, ser o universo em expansão e brilhar junto com as estrelas.

Com carinho,

- Roberta Laíne.

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Inveja tive eu daquele maldito cigarro
Que te tocou os lábios, esgueirando-se à boca
Enquanto eu olhava incrédula
Maldito
Beijou-te à toa

- Roberta Laíne.

domingo, 13 de agosto de 2023

Querido diário, 


Estou com saudades.


Pai, lembrar-me de ti hoje fez com que algumas lágrimas deslizassem pelo meu rosto… Quando comecei a escrever, há mais de 10 anos, eu era apenas uma adolescente tentando entender por que as pessoas mentiam, matavam, e compactuavam com coisas ruins. Porém, pouco tempo depois, precisei escrever para não morrer junto contigo. Quando você se foi não aceitei a tua partida, então colapsei. Na época, fiz várias cartas a ti, esperando por respostas; inclusive, as cartas mais lindas que já escrevi foram todas endereçadas a você. Às vezes, o conteúdo era banal, eu falava sobre o tempo, sobre o vento, sobre poesia. Noutras, eu me encontrava absurdamente desesperada, pois a depressão estava perfurando o meu peito e inundando a minha alma. Lembro-me que em uma delas citei que sentia falta de quando você entrava em meu quarto, altas horas da noite, só para ver se eu estava dormindo. Em algumas dessas vezes, você me pegava com o notebook ligado e um caderno cheio de anotações, então você olhava para mim e dizia: “Vá dormir, Peteca”. E depois disso sorria ternamente. Pai, queria que soubesse que eu ainda sinto falta de você entrando em meu quarto e pedindo para eu ir dormir e acredito que, independente da idade que eu tenha, sempre vou sentir falta disso. Sou agarrada em detalhes, e é por isso que eles me fazem tanta falta. Neste exato momento, choro uma saudade oceânica, que não cabe no corpo que decrépita. Sinto a tua falta todos os dias desde a tua partida, e o fato de eu ter cessado as cartas não significa nada. Um dia, pai, quando minha estadia aqui na terra chegar ao fim, e eu te reencontrar, vou te abraçar por uma década, só pra ti sentires que, a melhor coisa que aconteceu em minha vida, foi ser tua filha. Eu te amo nesta, nas anteriores, nas futuras e em todas as vidas que eu vir, 


Com carinho,


Peteca.