segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Ontem foi um dia demasiado nostálgico, várias imagens de papai passavam em minha mente, áudios de suas músicas favoritas em meus ouvidos, de sua fala, de suas falas para mim, todas em fragmentos sem uma ordem lógica: "Oi, peteca" "Peteca" "Peteca, cadê tua mãe?" "Peteca vou alí e já volto" "Será que vai chover hoje Peteca?" "Peteca, corre, o arco-íris"... Sim, papai, o arco-íris nunca mais veio, e no dia em que veio chamaram-me para olhá-lo, mas não era tua voz, nem ao menos ousaram fraudá-la, nem ao menos me chamaram de "Peteca", então não quis sair do quarto papai, mas prometo que no próximo arco-íris irei vê-lo. 
Quero deixar claro que, o que me angustia agora não são as cores do céu e sim esses flashes de ti, porque são muitos, são demasiados, me pesam a cabeça, às vezes sento-me na cama e fico zonza, todos de uma só vez, flashes dos programas de tv que o senhor mais assistia, noticiários de jornal de 2001, copa do mundo de 2002, acho que algumas imagens não são mais minhas, acho que são lembranças suas, suponho. Não sei, no momento não sei muito bem de algumas coisas, de muitas coisas, mas de uma coisa eu sei, quando o arco-íris voltar eu irei vê-lo...

Com carinho

Peteca.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Já faz tempo que venho carregando uma cruz chamada "família"

- roberta laíne.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Somos incompletos! Não adianta correr contra o tempo ou contra o que quer que seja, somos incompletos! Incompletos na fala, nos gestos, no andar, no dormir, no acordar, no passado, no presente, no agora, no depois, na vida. A incompletude é uma rede velha ao qual nos deitamos de segunda a segunda e, que, nos embala no decorrer dessa via perigosa chamada vida, e digo mais, ninguém, digo ser humano e com "qualidades" humanas, consegue ser completo, no mínimo que seja, sempre vai faltar uma pitada de sal, uma colher de açúcar, dois dedos d'água, uma xícara de café, meia tigela de trigo, uma conta de luz para pagar, uma barba por fazer, um cabelo pra cortar, uma bobagem a se dizer. Tipo isso que escrevi, que possivelmente você vai estar distraído demais para estar lendo, ou ocupado demais para estar se dispersando. Tanto faz, sempre falta algo mesmo.

Uma xícara de chá

- roberta laíne.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

E essa chuva desde o mês passado, desde quando tu fostes embora, nunca mais voltou, nunca mais passou...

- roberta laíne.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

A saudade deveria sempre bater a porta errada.

- roberta laíne.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Olha, olha e veja bem, eu vou te contar uma coisa. Cê sabe aquelas pessoas que um dia disseram "conta comigo" e depois foram embora? Ou que tal permaneceram, mas sempre inventam uma desculpa para não estarem presentes? Olha, olha e veja bem, o mundo gira bem devagarinho, e, às vezes, quem tá em cima cai e se machuca, e quem tá em baixo sobe sem saber. E sabe aquele lugar que você ocupava, aquele lugar tipo gris, meio muito solitário, que o sol não batia? Pois esse lugar pode ser ocupado justo por aquela pessoa que um dia você implorou por ajuda e que te negou. Mas olha, olha e veja bem, pois, quando tu estiveres por cima, olhe para baixo, e, ao invés de dizer: "quando eu precisei você não veio", melhore essa frase e diga: "estou ao seu dispor", porque o mundo, esse mundo mesmo que você está vivendo, ele gira, bem devagarinho, mais tão devagarinho que você tem que aprender a lidar com o lado de baixo e o de cima, e te digo, os dois são bons, mas particularmente o de baixo dá pra vê quem tá em cima e nunca olha pra baixo, a não ser quando precisa, e é também no lado de baixo que temos como background as estrelas...

Então olha, veja bem e olha.

- roberta laíne.

domingo, 2 de agosto de 2015

Dificilmente vou me adequar a alguém, a alguma teoria ou ponto de vista, não por que eu seja, em mim, a suma de todas as coisas. Mas, com efeito e defeito, em mim, na verdade, sou o todo de nada e é esse nada que me faz ser só, singular, aposto, vocativo, oração coordenada, verbo indefinido. E essa coisa toda de se amparar numa teoria, numa filosofia ou política dá-me um sono danado, como disse eu sou só para mim, um, singular, só, si, eu.

- roberta laíne.