sábado, 30 de julho de 2016

Café, uma garota, e sexo. Não estou precisando de amor, não estou querendo amor, estou querendo sexo. Um recado qualquer, um convite indecente, e muito café.

- roberta laíne.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Quem me dera se meu corpo não tivesse goteiras, e essa chuva que cai lá fora não caísse aqui dentro também...

- roberta laíne.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Formavam um trio perfeito,
Ela
O celular
E o travesseiro.

- Roberta Laíne.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Quanto mais a gente estuda, mais nos perdemos em nossas certezas... Ontem eu achava cegamente que o céu era em cima e o inferno em baixo, hoje estou sem teto, não consigo me firmar em uma direção. Nem para baixo nem para cima, não sei a orientação do céu nem a do inferno. O bom de sabermos das coisas é que não sabemos de nada, e o paradoxo de viver nos queima a garganta com o gole seco de ausências que nos preenchem. Estamos a todo momento tentando ser, ser melhor, ser bom, ser mal, ser atraente, ser coerente, ser vivo, no final das contas não sabemos o que no final da tal das contas estamos tentando ser. Carência. Somos seres carentes de paciência, de roupa, de comida, de sexo, de música, de poesia. Tentamos ser bom para sermos suficientes e suficientes para sermos perfeitos. Não somos perfeitos, ou somos? Emanamos luz, alguns clara, outras escura. Ao mesmo tempo que há milhões de células vibrando, para alguns não deva haver célula alguma, a não ser Deus. Deus é uma célula? Quem é Deus? Fé. Somo atordoados de perguntas, somos seres atordoados. Da mais sã ao mais doentio brota algo indiferente aos conceitos de sanidade e insanidade. Somos por que somos ou por que queremos? Somos? Onde estamos? Pra onde vai a água da chuva? De onde vem a água do mar? Somos homens e mulheres e animais? Só? Quem inventou a cor rosa? Será mesmo que existe o azul? Morrer é pouco. Morrer é pouco demais para tamanha vida. Qual a diferença entre um psicopata e aquele momento que você come desesperadamente um fast food sem lembrar que naquele exato momento uma criança negra fecha os olhos de fome. Alguém pode definir a palavra orgasmo? Talvez o 'homem' termo machista por sinal nunca tenha ído a lua, nunca saiu de um cenário, de seu cenário, do seu quarto. E se a água realmente acabasse? E se não existissem heterossexuais? Se John Lennon estivesse vivo será que ainda estaria casado com a Yoko? Qual a função orgânica do cérebro se não psicológica? Você acredita em milagres? Ontem vi uma tv ligada, falando, emitindo cores, viajando, pegou no sono, e, dormiu.

Roberta Laíne.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Era dia quando Izabela, mais bela do que Iza, cruzara a rua avenida Castelo Branco passando entre os taxistas e a feira da cidade. O dia começara esplendido com o nascer do sol alaranjado de Santa Luzia, mais Luzia do que Santa, pois Izabela voltava de uma noite que virara dia, e que possivelmente viraria noite e dia novamente. Haviam dois dias que bela Iza não dormia; as drogas começaram a fazer parte de sua vida desde que seu pai morrera, ficando aos cuidados, ou ausência deles na mão de sua madrasta, Cléo. Embalada ao som de uma festa de aparelhagens da noite passada, distribuía sorrisos ao andar protegida com seu namorado, Rodriguinho de Santa, que de Santo ou Santa não tinha absolutamente nada, era o dono da maior boca de fumo da cidade, e falava com seu português não estudado dos grandes “pobremas” e “tretas” da exportação da erva. Izabela não havia recepcionado bem a morte de seu pai, estudar se tornou difícil, pensar, impossível. Resolveu então recepcionar as alucinações que a maconha lhe proporcionava, ficar leve e sair da realidade era seu maior barato, junto a Rodriguinho. Quatorze anos, idade pequena para o corpo de mulher, passou a usar mini saias e tops, exibir o corpo começara a se tornar tão bom quanto usar maconha, era um barato ver os homens babando pela Iza do Rodriguinho. Na paróquia de São Francisco, Cléo, sua madrasta, rezava suas intensas “Ave-marias” pedindo pelo marido falecido, pelas filhas, por si, menos por Iza. A garota achava ela que estava perdida, órfão de pai, mãe, filha das drogas. Depois da missa das cinco Iza saiu para a boca do namorado, em busca de barato e diversão. Chegando lá, a música vinda de uma caixa amplificada rolava solta e alta, o cd de melody era o mais tocado, Iza dançava como bailarina com passes e gingados arduamente ensaiados. A festa rolava solta e a droga também, maconha, cocaína, pó, remédio, bala, e até tabaco exalava a festa na casa de Rodriguinho. O barato corria solto quando de repente um estrondo ressoo do fundo da boca, bala! Era uma bala trocada entre policiais e Rodriguinho. Iza envolvida pelo suingue do super pop continuou a dançar feliz e longe da realidade, parou quando escutou outro estrondo, o barulho tinha sido mais forte, preocupou-se em procurar Rodriguinho quando de repente sentou em uma cadeira, pesada, com uma forte dor de cabeça, o barato já estava acabando, e sua vida também, o terceiro estrondo tinha sido uma bala em suas costas, sentada em uma poça de sangue Iza viu a imagem de seu querido pai, lembrou-se de quando era menina e não precisava de maconha para viver um barato, lembrou-se dos cartazes da escola dizendo: não as drogas. Lembrou-se do por do sol alaranjado de Santa Luzia, fechou os olhos, Ave-Maria.


Roberta Laíne. 

segunda-feira, 13 de junho de 2016


Estou vivendo uma coisa legal, talvez até seja sentimental, mas não vou deixar murchar com rosas dessa vez,
Com carinho,
R.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Um lugar obscuro, íngreme, enevoado, turbulento, pacato. De dia ventania, de noite chuva serena, seco e úmido, tormenta. Tedioso, agitado, tranquilo e velho, um lugar chamado eu.


-roberta laíne.