quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Sou confusa, magra, cabisbaixa, sempre ando olhando para o nada ou para o chão, o movimento das minhas mãos são desconsertantes, tenho dificuldades ao sair na rua, são muitas pessoas, minha cabeça fica confusa, eu percebo a terra girar e fico tonta, muito tonta, a claridade me engana, fico mais tonta e confusa, preciso voltar para casa, bom dia.

- roberta laíne.

sábado, 21 de novembro de 2015

Acho que o bonito da vida são esses quadros que penduramos na parede com pessoas ao nosso lado sorrindo ou fazendo cara de sérias por sorrirem assim, pinturas dessas viagens que fazemos e até das que não fazemos, mas temos a absurda vontade de ir, eu por exemplo, tenho uma fotografia do Iraque no meu quarto, é meio deserto, mas eu tenho uma vontade danada de conhecer, tipo eu e o Japão, eita Deus do céu do outro lado do mundo! O importante da vida, meu caro, se resume aos quadros, aos quadros que penduramos de viagens que fizemos e das que não fizemos, em nossa parede.

- roberta laíne.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Eu não posso escrever sobre você.
Não eu não posso!

- roberta laíne.
Você acha que agimos conforme nossos instintos, desejos, malícias, ou conforme o que a sociedade poliu e decidiu há três dinossauros atrás como certo ou errado?
- roberta laíne.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Bem, hoje é um dia bastante especial para mim, pois porei aqui o esboço de como está ficando o meu segundo livro, esse agora totalmente autônomo, sem editora, e somente sobre papai. É bem certo que eu não venda nenhum exemplar, e que ele não consiga chegar até as pessoas, mas, sobretudo, e sobre tudo isso, a realização consta aqui, nesse momento de deixar aqui algo para ele, mesmo que ninguém leia, é dele!
A capa ainda está em processo de construção e ajustes, e a sequência do livro ainda será avaliada, então, eu estou aqui pulando de contente do outro lado desta tela só para dizer, aqui está saindo uma prévia de "Novembro Não Existe"

Grande abraço a todos,

Roberta.


P.s.: a apresentação está em gif para que se possa ver as 3 primeiras páginas. Como o gif diminue a qualidade da imagem, o tamanho para página do blog ficou pequeno, indico que clique em cima do gif e o veja em tela preta.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Algumas pessoas necessitam de saneamento básico em suas mentes, acho que a prefeitura deveria disponibilizar garis e responsáveis pela limpeza de lixo para uma varredura em algumas mentes, ou então o governo investir pesadamente em um censo para levantar dados e retirar das ruas mentes vazias, oferecendo devido apoio para seu tratamento e possível ressocialização do indivíduo. Não sei muito bem como isso se instalou e espalhou-se, mas estou cansada de andar nas ruas e até mesmo dentro de casa e vê a poeira que se alastra, e os lixos que se acumulam.

Prezadamente,

- roberta laíne.

sábado, 31 de outubro de 2015

Estava aqui pensando em algumas pessoas que vejo quando vou ao banco, à feira, à padaria, na verdade, quando sou um pouco normal e "socializo". A verdade é que todas às vezes que saio é assim, mergulho meu olhar em algumas retinas e depois fico pensando naqueles rostos que nunca vi, especificamente naqueles que emanam algum tipo de sofrimento. Meus olhos de alguma maneira são programados para captar sofrimento. E o mais estanho é que não sei como consigo decora-los e ficar imaginando-os no decorrer do dia, e, às vezes, dos dias. É estranho, mas fico pensando: o que tem lhes causado dor? O que pode ser feito para amenizar? Tem cura? Será que eu poderia de alguma maneira intervir?. Eu sempre digo a frase de um de meus livros favoritos "os seres humanos me assombram" e sobre a péssima e dispensável existência dos seres humanos, porém alguns humanos não me assombram, até me deixam feliz em existir, o problema maior é que eu não os conheço. Nunca os vi em toda minha parca existência! Obviamente isso tem todas as chances existenciais, num todo de possibilidades, de que, o que estou escrevendo, aqui, é o maior acúmulo de besteira que um ser humano pode escrever. Falando sobre transeuntes, sobre pensar neles, sobre querer fazer algo, sobre uma tal de humanidade que vi no jornal. E, antes que você pense que quero apontar altruísmo de minha parte e benevolência para se auto promover... Ponto 1: ninguém lê isso. Ponto 2: ninguém ler mesmo. Ponto 3: as probabilidades de eu nunca mais ver esses rostos novamente é imensa, o que automaticamente dá total descredibilidade para minha possível "benevolência". Desse modo, com exceção dos transeuntes que perturbam a minha cabeça, os seres humanos continuam a me assombrar, e eu tenho medo do que possa significar, atualmente, a palavra humanidade.

- roberta laíne.