sábado, 31 de outubro de 2015

Estava aqui pensando em algumas pessoas que vejo quando vou ao banco, à feira, à padaria, na verdade, quando sou um pouco normal e "socializo". A verdade é que todas às vezes que saio é assim, mergulho meu olhar em algumas retinas e depois fico pensando naqueles rostos que nunca vi, especificamente naqueles que emanam algum tipo de sofrimento. Meus olhos de alguma maneira são programados para captar sofrimento. E o mais estanho é que não sei como consigo decora-los e ficar imaginando-os no decorrer do dia, e, às vezes, dos dias. É estranho, mas fico pensando: o que tem lhes causado dor? O que pode ser feito para amenizar? Tem cura? Será que eu poderia de alguma maneira intervir?. Eu sempre digo a frase de um de meus livros favoritos "os seres humanos me assombram" e sobre a péssima e dispensável existência dos seres humanos, porém alguns humanos não me assombram, até me deixam feliz em existir, o problema maior é que eu não os conheço. Nunca os vi em toda minha parca existência! Obviamente isso tem todas as chances existenciais, num todo de possibilidades, de que, o que estou escrevendo, aqui, é o maior acúmulo de besteira que um ser humano pode escrever. Falando sobre transeuntes, sobre pensar neles, sobre querer fazer algo, sobre uma tal de humanidade que vi no jornal. E, antes que você pense que quero apontar altruísmo de minha parte e benevolência para se auto promover... Ponto 1: ninguém lê isso. Ponto 2: ninguém ler mesmo. Ponto 3: as probabilidades de eu nunca mais ver esses rostos novamente é imensa, o que automaticamente dá total descredibilidade para minha possível "benevolência". Desse modo, com exceção dos transeuntes que perturbam a minha cabeça, os seres humanos continuam a me assombrar, e eu tenho medo do que possa significar, atualmente, a palavra humanidade.

- roberta laíne.
Um filme em castanho claro passa em minha mente quando ouço a tua voz. Uma xícara de café para você, chá para mim - um beijo de boa noite. Te amo.
 - roberta laíne.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Saudade é um preenchimento ou uma falta? 

-roberta laíne.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Nunca me compare a ninguém, nunca.
- roberta laíne.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Olhos baixos, sem rumo nem mira, cabeça inclinada para baixo, sorriso sem graça, sou eu. Eu sempre me senti estranha. Quando eu era pequena, era magrela, desengonçada, vestia blusas que cabiam mais três braços meus só de um lado, tinha um corte de cabelo estranho e gostava de coisas estranhas. Tipo minha mania de guardar as coisas, pedra, embalagens de mentas, trechos de revistas, recortes de jornal e moedas de um real, quem nunca teve um cofre? Eu olhava para o céu e me achava meio estrela, meio brilhante e menos feia, me sentia agrupada nas três Marias, mesmo sendo Roberta e ficando estranho. Eu também me encaixava no Cruzeiro do Sul. Sempre consegui me encaixar no céu, e em nenhum lugar da terra. Às vezes, nas raras vezes que um avião passava aqui na minha cidade, eu corria em silêncio para olhar, até hoje acho essa coisa de chegar mais perto das estrelas incrível, mas tenho medo, não ouso, gosto de vê aqui de baixo e se der eu vou a pé - se não der fico em casa. Sempre tive um sonho esquisito que se repete ainda hoje em vezes bem largas. É assim, um avião imenso cai na minha rua, é noite, mamãe, eu e os vizinhos vamos para a rua, na hora de ir até o grande dinossauro sem asas, buh! Já é manhã e eu acordo. Nunca entendi esse sonho, e para bom medroso eu não viajo de avião. Mas continuo olhando para cima, agora crescida não mudei muita coisa, as pernas são finas e os braços também, o cabelo é sempre despenteado e a pele é cor de nada, tenho uma pele sem graça. Os olhos grandes parecem dois binóculos quando olho para o céu, nunca me senti em casa estando em casa, mas me sinto em alguma parte do todo quando olho para cima. Desde pequenina eu pensava em ser astronauta, quem sabe lá eu encontro um pedaço de casa, casa minha.
- roberta laíne.
Bem, quero falar sobre um causo que me acontece há algum tempo, estou há um ano e cinco meses apaixonada pela mesma Brenda, o mesmo amor, o mesmo corpo, o mesmo cheiro, o mesmo. Bem, quero lhe falar sobre um causo que anda me acontecendo, eu tenho amor, eu dou amor, eu sou amor, eu faço amor, amor...

"Espero que você não se vá, mesmo se eu não tiver mais nada para te contar"

- roberta laíne.

domingo, 18 de outubro de 2015