domingo, 29 de julho de 2012

Meu primeiro salário...

SUSTO INICIAL: meu primeiro emprego. 
Susto seguinte: participar da minha primeira reunião de professores. 
Acostumada a participar das reuniões de alunos, ali a escolha não era de quem seria o chefe de turma ou quem ficaria responsável pela sala, agora, eu era a professora, tipo A PROFESSORA, de verdade mesmo, daquelas que dá aulas e corrige inúmeros exercícios e é o centro de uma sala, e eu sorri, timidamente, mas com seriedade, sorri de mim e de meu medo em demonstrar que estava assustada e que tudo aquilo era muito novo, assim como este meu novo motivo para sorrir.
Susto três: banheiro dos professores. 
Não sabendo dominar com habilidade o meu primeiro pincel atômico, sujei-me toda, fiquei revertida de tinta, então tive de descer para ir ao banheiro limpar minhas mãos... 
Susto quatro: fui abordada com uma voz dizendo-me: 
"Ei Roberta, este banheiro não, você tem disponível o banheiro dos professores". 
Voltei incrédula, afinal, no que diz respeito a banheiros de escolas, eu só havia usado os banheiros fétidos e pichados com corações e diversos nomes, o dos alunos. Banhada de pensamentos, entrei no banheiro dos professores e comecei a sorrir, era normal como todos, na estrutura, mas no sentimento não, ERA O BANHEIRO DOS PROFESSORES! (risos) Bestificada olhei-me no espelho e sorri de novo, por ver o sorriso que se estampava em meu rosto, tudo por estar no banheiro dos professores... Susto final: o de vocês, meu primeiro salário, gastei tudo em sorvete, é, sorvete, e tem investimento melhor? Tem gente que começa um emprego pensando no acúmulo, outros em bens materiais, eu não, eu pensei em sorvete, sorvete de abacaxi com cobertura de chocolate, meu primeiro salário... Sorvete!

Alegremente, *-*

-roberta laíne.


E se eu te der meu coração vazio e despedaçado, independentemente do tempo, entrega-me preenchido e por inteiro?

Por favor, eu preciso...

-roberta laíne.

Engraçado, não teve graça alguma...

-roberta laíne.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Fica!

Da janela de meu quarto, fico olhando tu esvaindo-se de mim, doce, suave como vento de chuva, carregado de lágrimas.
Vejo-te indo, em prantos, tanto o meu quanto o teu coração, o teu por ir, o meu por ficar... Ah que mundo cruel e injusto! Olha como chora o som do violoncelo ao te ver esvair-se de mim, que mundo insano, que do amor só tem o pranto, por favor, não te vais de mim.

- roberta laíne.

Touch you



Tenho quase certeza de que: se as paredes de meu quarto falassem, pediriam para eu parar de tocá-las imaginando você...

- roberta laíne.

É que eu gosto mesmo é de sentimento entende? S-E-N-T-I-M-E-N-T-O, assim mesmo, bem grande e espaçoso, inundando todo o coração.

Sentimento...

-roberta laíne.
Engraçado, eu fico me perguntando: será mesmo que as pessoas não percebem que eu tenho um coração? Será que elas pensam que eu não sofro, ou que eu não tenho lágrimas? O que será que elas imaginam? Eu fico besta, todas às vezes que me fere a memória palavras que um dia escutei, e que fielmente nunca deixaram de perseguir meus ouvidos e açoitar meu coração:

"Me deixa em paz"
"Foi você quem nos matou"
"Eu desisto de você Roberta!"
"O teu problema é que tu és sentimental demais"
"Xi... fala baixo Roberta, o que as pessoas irão pensar..."
"Eu acredito nele, e não em ti ".

Essas são apenas as que por ora me atormentam. E neste exato momento encerro com uma lágrima banhando meu resto e uma pergunta espessa no ar: será mesmo que as pessoas pensam que eu não tenho lágrimas?

Bem, eu tenho, e foram elas que acabaram de borrar esta escrita,

com carinho,

- roberta laíne.