Deixe suas roupas a cá, pendure-as ali, e leia de fato, o que tanto falo, que faltas me faltam, que verbos me embalam, eis os meus Poemas de Quarto... (Roberta Laíne)
sexta-feira, 22 de julho de 2022
sábado, 16 de julho de 2022
sexta-feira, 15 de julho de 2022
"Fim"."!"/"?"
terça-feira, 12 de julho de 2022
sexta-feira, 3 de junho de 2022
Desde o dia em que Ivane entrou na minha vida eu tenho sido uma pessoa mais feliz. Ivane cuida de mim como ninguém, e me ensina todos os dias, a visualizar a vida com mais leveza e a procurar saídas e não prisões para os meus problemas. Ao seu lado eu me sinto segura e mais forte, pois sei que ela não me deixaria sozinha e nem desistiria de mim. Ela não tem medo da minha depressão, ansiedade, pânico ou das paranoias de minha cabeça, muito pelo contrário, ela enfrenta todas elas junto comigo e me dá forças para não desistir e continuar. Há dias em que tudo está de cabeça para baixo em minha vida, então penso nela, penso que a tenho, ou melhor, que temos uma a outra, e que posso sair correndo de onde quer que eu esteja para o seu colo, abraço-abrigo-e-casa, então uma sensação de alívio invade o meu corpo e perpassa suavemente a minha alma. Inclusive, é por mim, por ela, e por sua crença absurda em nós, que tenho me esforçado todo os dias, que tenho ido à terapia em busca de remexer em meus vazios e prisões para achar saídas. Eu nunca conheci alguém tão resiliente quanto Ivane, nunca havia visto tanta bondade, generosidade e luz, sair somente de um ser, e sei que nada do que eu escreva conseguirá transmitir a gratidão que sinto por tê-la em minha vida. Espero somente que ela seja feliz, porque quando a gente ama alguém de modo genuíno, queremos verdadeiramente que essa pessoa desfrute da felicidade, em doses grandes, em excesso, em demasia, porque é isso o que pessoas boas devem receber do universo. Obrigada por tanto, por se esforçar tanto, obrigada por tudo, obrigada por ser você.
Eu te amo, ontem, hoje, amanhã e em todas as outras dimensões em que eu esteja, sob um coração bobo que a ti emana amor.
Com ternura,
Roberta Laíne.
domingo, 8 de maio de 2022
A recompensa...
sexta-feira, 6 de maio de 2022
Essa semana tem sido preenchida de dias muito difíceis para mim. Eu estou cansada, estou muito cansada. Na verdade, estou exausta! Exausta de adoecer, de ir ao hospital, e de ser a fraca, desde criança. Um dos meus maiores cansaços é o dos meus remédios e das minhas idas ao hospital. Quando você luta contra a depressão e ansiedade há 10 anos, chega um momento em que você fica exausta de tudo, de absolutamente tudo e todos, da sua família, de médicos, de psiquiatras, de terapeutas, diagnósticos, enfermeiros, exames, remédios, clínicas, hospitais. Você começa a ir a esses lugares se sentindo uma fracassada, um lixo, um barco cheio de buracos. Inclusive, é assim que me sinto em grande parte da minha vida, um barco cheia de buracos, que está enchendo de água a cada dia que passa, naufragando dia após dia.
Eu estou mudando muito nestes últimos tempos, mudando para pior. Estou a cada dia mais irritadiça, estressada, ansiosa, oscilando de humor com muita facilidade e, sobretudo, deixando a ideia de suicídio entrar em minha mente como uma real possibilidade, e isso me assusta, pois eu nunca pensei em suicídio, mesmo depois de uma grande amiga ter se matado na adolescência; mesmo depois de minha namorada ter tirado a própria vida na idade adulta; mesmo depois de assistir a inúmeros outros suicídios; eu nunca quis, nunca me imaginei, porém, ultimamente, as coisas têm mudado muito em minha cabeça e tudo tem ficado confuso e desorganizado. É engraçado, nessas horas eu nunca consigo pensar em ninguém, são momentos de puro egoísmo, em que eu só consigo pensar em minha dor e não meço a dos outros, a dos que iriam ficar. Logo em seguida, minha visão fica turva, tudo fica lento, e a morte com seu hálito metálico começa a baforar em meus ouvidos convites tentadores, é incrível, é incrível como tenho ficado inebriada e cega. Eu realmente não sei o que está acontecendo comigo dessa vez, não sei o que está conseguindo me atordoar tanto, não sei por que estou regredindo absurdamente e numa velocidade espantosa, logo agora que tenho trabalho, tenho a Maria, tenho namorada, e voltei desde o final do ano passado à terapia, mas nada está surtindo efeito, eu não sei o que falta. O que falta? Que vazio é esse? Ele tem nome? Por que eu estou tão exausta? Por que está tudo tão escuro? Quem esqueceu de ligar as luzes? Dá para ligá-las novamente?. Em seu leito de morte Goethe disse: “Luz, mais luz!” e agora eu imploro: Luz, mais luz, mais luz, por favor!
- Roberta Laíne.