quinta-feira, 6 de agosto de 2015

E essa chuva desde o mês passado, desde quando tu fostes embora, nunca mais voltou, nunca mais passou...

- roberta laíne.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

A saudade deveria sempre bater a porta errada.

- roberta laíne.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Olha, olha e veja bem, eu vou te contar uma coisa. Cê sabe aquelas pessoas que um dia disseram "conta comigo" e depois foram embora? Ou que tal permaneceram, mas sempre inventam uma desculpa para não estarem presentes? Olha, olha e veja bem, o mundo gira bem devagarinho, e, às vezes, quem tá em cima cai e se machuca, e quem tá em baixo sobe sem saber. E sabe aquele lugar que você ocupava, aquele lugar tipo gris, meio muito solitário, que o sol não batia? Pois esse lugar pode ser ocupado justo por aquela pessoa que um dia você implorou por ajuda e que te negou. Mas olha, olha e veja bem, pois, quando tu estiveres por cima, olhe para baixo, e, ao invés de dizer: "quando eu precisei você não veio", melhore essa frase e diga: "estou ao seu dispor", porque o mundo, esse mundo mesmo que você está vivendo, ele gira, bem devagarinho, mais tão devagarinho que você tem que aprender a lidar com o lado de baixo e o de cima, e te digo, os dois são bons, mas particularmente o de baixo dá pra vê quem tá em cima e nunca olha pra baixo, a não ser quando precisa, e é também no lado de baixo que temos como background as estrelas...

Então olha, veja bem e olha.

- roberta laíne.

domingo, 2 de agosto de 2015

Dificilmente vou me adequar a alguém, a alguma teoria ou ponto de vista, não por que eu seja, em mim, a suma de todas as coisas. Mas, com efeito e defeito, em mim, na verdade, sou o todo de nada e é esse nada que me faz ser só, singular, aposto, vocativo, oração coordenada, verbo indefinido. E essa coisa toda de se amparar numa teoria, numa filosofia ou política dá-me um sono danado, como disse eu sou só para mim, um, singular, só, si, eu.

- roberta laíne.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Algumas pessoas vem, outras voltam, há aquelas que vem e voltam e infelizmente há ainda aquelas que nunca vem, ou nunca voltam...

- roberta laíne.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Você me proporcionou coisas que eu só via em fotografias, telenovelas, discos estrangeiros, rimas ricas.

- roberta laíne.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Disse-me que ia voltar, mas não voltou... Tudo bem, não sou um quadro admirável, nem uma fotografia das mais aprazíveis, mas tu dissestes que ia voltar, e não voltou. Teu café esfriou, teus lençóis viraram convite para o mofo, teus livros alimentos para as traças, e eu pareço mais um trapo, usando a mesma roupa desde tua partida, por que tu dissestes que voltaria? O disco do Chico Buarque furou, aquele pé de maçã que tu planteastes morreu, e a nossa fotografia mais recente borrou, deformou meu rosto, agora só resta você, você onde não está... Sempre achei admirável essa capacidade do ser humano de dizer que vai estar onde não estará, "onde" de lugar, tipo num bar, num lar, numa praça, numa taça, numa canção. Tu dissestes que ia voltar, mas não.

- roberta laíne.