sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O menino e o elefante ..


Há muito tempo atrás num reino tão tão e tão distante, morava um elefante chamado Carlos. Carlos era um dos elefantes mais bonitos do reino, saudável, forte e viril, obediente e sempre paciente, comportado e sonhador, porém, certo dia Carlos começou a emagrecer, ficou menos produtivo nas tarefas da família, e decaiu bastante em tudo o que fazia, foi então que Carlos tornou-se impaciente e frágil, fraco e sem saúde e começou a revoltar-se... Nesse mesmo reino morava pequenino menino que adora e amava incondicionalmente Carlos, mas não entendia por quê Carlos começou a decair, foi então que o pequenino menino começou a escrever um livro que se intitulava de "Meu Pequeno Grande Carlos, Eu Te Preciso Vivo"
Enquanto isso Carlos revoltado com sua vida queria a todo custo antecipar seu fim, brigou com outros elefantes, se machucou em diversas brigas, apanhou, mas com o passar do tempo ao invés de revolta começou a reinar em Carlos uma tristeza e extrema melancolia, Carlos não mais brigava e nem comia, só queria dormir cabisbaixo num canto mais escuro do reino e de música sempre escutava os outros passarem por ele e dizerem:
- (risos e zombarias), onde está o grandiosíssimo Carlos? Agora magro e feio, está uma porcaria..  

Era assim todos os dias a música que Carlos escutava, triste melodia. Enquanto isso o pequenino menino escrevia o livro de Carlos, e na mesma noite em que terminou a última página foi até onde Carlos estava e o acordou dizendo:
- Oh grandiosíssimo elefante, porque estais  tão descontente assim? Por que ninguém consegues mais te dominar? Por que queres por um fim no dom mais lindo que Deus pôde nos oferecer, viver.

E Carlos respondeu .. 
- Oh pequenino garoto saia de perto de mim ou lhe matarei..

Mas o pequenino garoto não se moveu e disse:
- Não tenho medo de morrer! Tenho medo de que você morra, ficarei aqui, pois não será o seu peso, sua brutalidade e nem sua força que me fará temer, pois no mais interior de seu grandiosíssimo corpo há um coração igual ao de todos, que agora está confuso, mas que é lindo demais para parar. Deixe-me ler para você? Até você melhorar? Não, não tenho pressa, posso passar o resto de minha vida aqui com você. Escrevi um livro, que se chama Meu Pequeno Grande Carlos, Te Preciso Vivo.

E Carlos sem ao menos entender de onde surgira aquele pequenino garoto que o amava incondicionalmente sentou de frente para ele e emocionado escutou o garoto dizer: 
-Há muito tempo atrás num reino tão tão e tão distante, morava um elefante chamado Carlos. Carlos era um dos elefantes mais bonitos do reino, saudável, forte e viril, obediente e sempre paciente, comportado e sonhador, Carlos é o elefante mais lindo de  todos, pois apesar de tudo o que passou, sofreu sem reclamar e eu nunca vou deixar-lhe de amar, mesmo o mundo dizendo, Carlos Fracassou, ele é o mais lindo para mim, eu te amo triste ou feliz, magro ou gordo, forte ou medroso, meu pequeno grande Carlos, acalme-se, agora estou aqui ..


E assim foi feito, desde então o garoto não saía mais de perto de Carlos, a não ser quando ia à escola ou tinha que fazer alguma tarefa para família, não brincava mais com seus amiguinhos, pois o que mais lhe alegrava era estar cuidado de Carlos até ele se recuperar, Carlos não engordou muito, porém recuperou o seu coração, morreu aos 85 anos, com o pequenino menino aos prantos abraçado em sua longa tromba, Carlos morreu sorrindo, pois mesmo não tendo mais nada e nem ter conseguido ser o de antes, morreu ao lado de um pequenino garoto que apareceu do nada, que sentia por ele o AMOR, o mais puro e VERDADEIRO, o amor que fez o menino largar tudo e entregar-se por inteiro, sem mais e nem meio, Carlos  morreu, mas antes de morrer conheceu o que pouquíssimos conhecem... o amor, o verdadeiro AMOR .
- roberta laíne

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Um Anjo...



Ele tentou voar, mas suas asas estavam machucadas demais para conseguir voo, então ele tentou se curvar para encostar-se em uma pedra e ali aliviar as dores de seu corpo, mas a pedra era áspera demais para evitar sofrimentos, então ele tentou de súbito levantar-se, porém seu par de calcanhares encontrava-se cortado, foi assim que ele percebeu que não tinha mais chão, nem céu, muito menos sabia o que ainda o apoiava, então ele tentou chorar, mas não vieram lágrimas, nem lágrimas; resolveu então apenas fechar os olhos e deixar-se morrer, porém a morte atrasou-se e decidiu mudar de caminho e buscar outra alma, nem a morte o queria, nem a vida o suportava, ficou tangente entre elas, ele não tinha mais forças para viver, e estava frágil demais para se matar, então ficou a esperar, e esperou, esperou que o tempo curasse suas feridas, mas também esperou que o mesmo fosse gentil e lhe tirasse a vida, mas não houve morte nem vida, então ele continuou a esperar, e nessa espera ele não morreu, mas também não continuou vivo...


- Roberta Laíne.

domingo, 25 de setembro de 2011

Diária de um coração fracassado




Meu querido diário, hoje, e como todos os dias desde que você se foi, encontro-me sem forças, não consigo mais me mover, há algum tempo de tanto meu peito doer resolvi parar de respirar, parei de viver. O que mais me motivava a estar viva era você, mas para onde você se foi? Bem, você se foi muito antes que eu pudesse te entender, se foi muito antes que eu aprendesse a cozinhar e fizesse algo para você comer, se foi antes que eu aprendesse a tocar piano e compusesse uma linda canção para você, se foi e não me deu tempo de dizer ao menos adeus, se foi e não lutou por mim nem metade do que por ti lutei, se foi e não me deixou seu novo endereço ou telefone, se foi e não quis mais me ver, não quis resquícios do meu amor, será mesmo que só te fiz sofrer? Sei que você deixou as flores que te dei murchar, sei que não rega mais aquele vasinho ao qual continha uma flor branca que eu chamei de "nosso paz", sei que os poemas que a ti escrevi você resolveu todos amassar, sei que as canções que para ti cantei você resolveu nunca mais escutar, decorou outras, não quis mais de nenhuma maneira de mim lembrar, sei que a pedrinha que dei de um mês de namoro você a perdeu e não se deu o trabalho de procurar, sei que nosso anel barato de "casamento" você deixou esquecido por algum canto da bagunça de seu quarto, você não esperou-me para casar, você não quis, você se foi e não disse ao menos "minha pequena a vida foi cruel, mas você não imagina o quanto te amei". Não, você não deixou um bilhete, nem me ligou, não me enviou aquela mensagem de boa noite, você não se preocupou. Não, eu não estou bem, não vou mentir pra você, venho respirando forçada e as crises sempre me veem com frequência, era você que tanto cuidava de mim e acalmava, mas você se foi, agora digo a mim mesma que vai passar, digo ao meu psicológico que tenho apenas que dar tempo ao tempo, e vou dando, mas será que esse tempo nunca irá chegar? Me diz? É verdade o que todos dizem? Por que falam mal de você? Por que não me deixaram apenas te amar? Por que foram maldosos comigo? Por que insistiram em me magoar? Por que te acusavam e jogavam pedras em ti? Por que dói sem cessar? É verdade o que todos dizem, que com menos de um mês você encontrará outra pessoa e o amor que sentia por mim irá acabar? É verdade tudo isso? Você não vai mais voltar? Por que não se disponibiliza a abandonar o que tanto me mata? Por que tem medo de me amar? Eu sou tão ruim assim? É o meu jeito de amar? ... Por que? ... Meu querido diário, te finalizo com essas perguntas, e não me venha dizer que o tempo irá me curar, estou cansada do tempo, estou cansada de esperar, boa noite diário, preciso agora apenas limpar essas lágrimas que te borraram as páginas, me desculpe, mas não me contive, e sei que nem preciso me explicar, só você sabe que depois que meu amor se foi, troquei todos os meus sorrisos por lágrimas.

Meu querido diário, muito obrigada por você ser o único que ainda me escuta, pois todos pensam que eu já esqueci, mal sabem que é a coisa que eu mais lembro todos os meus dias...

- Roberta Laíne.


Ser besta é uma coisa, mas e amar? 
Amar é a mesma.

- roberta laíne.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011



Ele: pra você o que é o amor?
Ela: 
40 segundos calada
Ele: Por que você não responde?
Ela: Porque para o amor não se tem precisa palavra…
Ele: Então como se define o amor?
Ela: 
depois de 10 segundos calada, o beija. 

                     -Roberta Laíne. 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Deitar ..


Deitar. Eu só queria deitar, poderia ser em um sofá, na sala, no quarto ou até mesmo na cozinha, mas eu só queria deitar, deitar e pensar, e lembrar, e ao lembrar descansar, pois ao repensar percebi que tudo o que fiz não me arrependi, e faria outra vez, pois eu só queria mesmo era deitar.

- roberta laíne .



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Entre a Vida e a Morte: Meus Oito Anjos.

            É, graças a Deus estou viva, sim agradeço a ele indubitavelmente em 1o lugar, mas tenho meus segundos lugares para agradecer, e meus segundos lugares tenho: Pablo, Bárbara, Manu, Ana, Lorrane (Lolô), Janaira, Rafaela e Natália.
            Meus grandessíssimos perfeitos, talvez se não fosse por vocês na hora em que meu coração apertava, eu não estaria aqui com meus objetos favoritos, papel e caneta em mãos, é, pois estava eu e meu coração muito mal e, enquanto Rafa e Janaira desesperadas me seguravam, pedi incontáveis vezes para que chamassem vocês, ao chamarem, vocês vieram e essa vinda tem muita história, sandália que se quebrou, Manu que é lerda se acelerou, Natália que passou do hospital e já estava quase em outro, (risos) foram tantas confusões, mas graças a Deus vocês chegaram até mim, mesmo muito mal, meu coração confortou-se em saber que estava eu na presença deles, meus, somente meus perfeitos. Meus queridos anjos da guarda.
            Queria muito eu ter uma palavra que fosse da mesma proporção da gratidão e do que devo a vocês, descobri que “muito obrigada” é uma saudação pequena demais para compensar tudo que vocês fizeram por mim. E descobri também que pena tenho eu de quem não mais acredita nas pessoas e que no mundo ainda existam anjos, como vocês oito.
            Ah meu Pablo, todo agoniado, me viu mal e esqueceu até de pensar em comida, RS, e ainda conseguiu fazer graça para descontrair a tensão. Brigou até com a enfermeira.
            Ah minha Bárbara, tanto, mais tanto pedi para te ligarem na hora que eu estava ruim, você que sempre protegeu a mim, me passa segurança e me é luz na escuridão.
            Ah querida Manu, tua presença também muito me ajudou, disseram-me até que você falou ’o’, rs.
            Ah minha Ana, somente nós sabemos o quão o coração é um órgão meio desordenado, às vezes bate mais rápido ou às vezes quer nos deixar. Devendo-te uma sandália hein Ana? Prometo ser da pucca, estou te devendo uma ou então ajudo com os R$10,00 que faltaram, rs.
            Ah minha Lorrane, por que não entrastes para me ver? Sei que era nervosismo, mas tanto te procurei lá naquela sala para ao menos dizer: calma lagartixa! Rs’, mas só o fato de saber que estava lá fora, que também tinha ido me ver já me confortou.
            Ah minha grande Janaira, que apoio grandioso me deste, apesar de você ter saído para espairecer e ter voltado pronta para ir a uma festa na arena, banhada, de batonzinho e, segundo o Pablo, com os cabelos brilhando, rs. Minha grande amiga obrigada, mais muito obrigada por segurar minhas mãos no momento de apreensão.
            Minha rafa, minha, minha, fortes um anjo que não me acalmou muito não sabias? rs’disse para mim inúmeras vezes que eu iria morrer, que minhas mãos estavam muito geladas, que eu estava suando demais e que estava ficando roxa, rs muito obrigada viu rafa? Mas esse muito obrigado foi por tuas mãos segurando as minhas quando eu mais precisei, do teu olhar de desespero quando viu os meus, e de tua fé rezando para deus me proteger. Da prova que eu teimosa insisti em fazer, te fiz acordar as 6. Fiquei sabendo que na minha ausência ainda usou minha blusa? E ainda riu de mim só de fraudas na UTI, rs’ ah rafa, presente de Deus é você.
            Ah minha, minha, minha, minha, só minha, querida Natália, o anjo que do meu lado não me abandonava, ninguém conseguia ficar perto de mim por muito tempo e segurar minhas mãos, que anjo forte você é? Depois que segurou minhas mãos não mais veio a soltar. Te pedi tanto a Deus, a cada batida mais rápida que dava meu coração ao segurar minhas mãos as dores do meu peito amenizava, e eu tão agoniada, comecei a chorar e disse que te amava, pedi para que não me deixasse morrer, e mesmo amedrontada você beijou-me a testa e criou forças me prometendo que nada iria acontecer comigo. Deu-me ar quando aquele aparelho pouco me dava, soltou-me as mãos apenas quando na UTI eu estava, “anjo bom amor perfeito no meu peito”.
            Meus oito anjos, obrigada por na terra estarem e me protegerem do medo que me maltratava, caso vocês encontrem uma palavra que substitua o muito obrigada, me avisem para eu vos dedicá-la.


- Roberta Laíne.