terça-feira, 25 de outubro de 2011

Lisel, a menina do riso em lágrimas.

Saudável, forte, bonita, bem humorada e sempre sorridente, essas eram umas das inúmeras características da menina Lisel que morava no interior da Califórnia-1964, porém havia algo peculiar e bastante intrigante nessa jovem menina que ninguém nunca via, suas lágrimas. Lisel realmente não tinha motivos óbvios para chorar, pois sempre fora rodeada de amigos, com meninos e até mesmo meninas que se enamoravam de sua beleza e energia contagiante por onde quer que passava, era de família renomada e com uma mãe que sempre a protegera de tudo e todos, principalmente dos rígidos deveres impostos por seu pai na sua infância e começo da adolescencia lisel havia perdido seu pai, famosíssimo militar no término da segunda guerra mundial.

Pai de lisel: Forte, alto, atlético, viril e bastante arrogante, adentrou no serviço militar da Califórnia e logo fora enviado como reforço para a segunda guerra mundial. Para com lisel sempre fora muito exigente e muito a machucara com duras palavras que nem o tempo as tirara da menina, porém havia em seu pai uma importante característica, ele sabia pedir desculpas, e sempre que pedia chorava.

Mãe de lisel: Californiana nata, elegante e sempre sorridente, tinha como característica principal o amor incondicional por lisel que se tornará além de filha, sua melhor amiga.

Agora você de estar se perguntando o que há a de tão diferente na história de vida de lisel de todas as outras garotas da califórnia daquela época, além da perda de seu pai que lhe maltratara, ela devia ter motivos para sorrir não é mesmo? ERRADO! desde que o pai de lisel morrera a linda garota adentrara em uma depressão totalmente rara e diferente de tudo o que se já pode falar na psicologia, lisel não apresentou um quadro de emagrecimento ou recolhimento de amizades, não parou de sair nem dormia com frequência, muito pelo contrário, a menina sempre se mantivera sorrindo enquanto os longos dias se passava. Porém lisel escondia no mais interior de seu riso, lágrimas, salgadas lágrimas, triste lágrimas, presas lágrimas, lágrimas. Lisel não conversara com ninguém, nem se abrira para nada, sempre fechada no que diz respeito aos seus sentimentos e a seu pai, seus "amigos" tampouco se importavam, já que lisel estava sempre sorridente e com semblante reluzente, pena que eles não poderiam ver o mais interior de seu coração, não sabe-se como ainda batia, era uma solidão tão extrema que até mesmo o vazio era pouco para a dimensão do que a menina sentia, mas lisel sorria, sempre sorria, em lágrimas.
Com o passar do tempo a jovem menina começou a desenvolver o estágio mais avançado de sua depressão, se trancara horas dentro de um quarto e fingia que estava fazendo alguma atividade quando na verdade exercitava seus olhos, sempre recobertos de lágrimas. Certa vez lisel disse para sua mãe que iria dormir na casa de uma de suas amigas, e assim foram ou melhor e assim fora alugar um quarto de hotel e dormir sozinha, essa fora a noite mais surpreendente da depressão de lisel, pois chorara trancada num quarto de hotel 3 horas quase ininterruptas, pois as poucas pausas lhe distraia.

[ Acompanhe a segunda parte da história de lisel amanhã ]

- roberta laíne.

4 comentários:

  1. que linda.Essa forma de vida são de muitas pessoas,que em nosso redor convive.Achei realmente linda a historia.

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  2. é inspirada em uma lisel de verdade (...)

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  3. Lindo roberta, *-* cadê a continuação?

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